A nossa necessidade de aparecer para o mundo


  

  "As vezes sinto vontade de escrever, as vezes tenho vontade de me expressar, de dizer tudo que estou pensando, sentindo, vivendo". Necessidade, mas necessidade de que mesmo? Necessidade de aparecer, isso faz parte da vida de todo ser humano, todos possuem o mesmo vício, poucos percebem.
   Creio que durante toda existência da humanidade as pessoas possuem esse "vício"de aparecer, se mostrar para os outros, porém atualmente essa necessidade aumentou drasticamente, nós temos que aparecer, precisamos gritar para o mundo ouvir "eu sou feliz" um dos principais mecanismos para isso é o tão amado Facebook o lugar exato para aparecer, para mostrar ao mundo "Eu existo...eu tenho uma vida muito boa...eu tenho pois melhores amigos do mundo"
   Não sou contra o Facebook, nem contra as demais mídias sociais, mas observo que as pessoas utilizam-no de maneira errada, na lógica a ideia de uma rede social é se socializar com pessoas, porém ao invés de seguirem o conceito lógico, elas acabam por usarem o site para se auto afirmarem, para mostrarem que existem, muitas vezes para se exibirem. Tudo de bom que acontece na vida, todas as viagens, passeios, encontros tem que ser retratado no Facebook, mas por que? Na minha opinião é por que  não basta ser feliz, não basta curtir uma viagem, não basta ter bons momentos com os amigos, temos que mostrar para todos que estamos bem,somos mega felizes, mas será que somos mesmo?
  Ao que me parece nós seres humanos estamos carentes de atenção, buscamos  tanto a tal felicidade, buscamos tanto a tal aceitação,e acabamos por nos perder em mecanismos que poderiam ser descartáveis, precisamos aprender a viver o momento, não precisamos relatar todos os momentos vividos para uma rede social, não é necessário aparecer,é preciso aprender que o momento vivido é o que importa,o resto é subjetivo. Facebook não é diário para relatar tudo, ele não manda em ninguém, não somos escravos dele e muito menos das pessoas, não precisamos de aprovação de ninguém, não precisamos transparecer a felicidade através de publicações no mural, seja feliz, viva e ponto.

   
Depois de algum tempo resolvi voltar.


Autor: Samuel Lucas

  



Comentários

  1. Já fui Facebook maníaco hj não faço parte de nenhuma rede social concordo com texto que li Hj eu vivo e ponto, se alguém vai ver ou saber não importa

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  2. Acredito que a necessidade de se mostrar nas redes sociais seja bem condizente com a necessidade de preenchimento de algumas lacunas que as pessoas têm ao longo da vida.

    Algumas postam porque ainda se sustentam nas curtidas e nos compartilhamentos que venham a ter. Quando compartilham seus momentos, que, muitas vezes, deveriam ser privadoe e não virarem espetáculo virtual para os outros, imaginam que a exposição da imagem podem, de algima forma, complementar esse vazio.
    Existem muitos amores que se dizem eternos, perfeitos demais! Freud explica. A leitura que faço está centrada no reverso do que se posta. As pesquisas indicam que casais que fazem muitas declarações de amor publicamente são, ao contrário do que se imagina, o que menos se relacionam satisafatoriamente no que diz respeito ao sexo.

    Estar em muitos lugares ao mesmo tempo e tentar convencer o outro de que isso foi possível é a maior demonstração de insegurança, de falta de discernimento, de incompletude.
    Quem tem memso, de fato, e sabe o que tem e como tem, reserva-se ao direito de não mostrar isso ao mundo à revelia. Quem não tem privacidade naquilo que faz e com quem faz, tampouco se realiza naquilo que deseja fazer. quase sempre frustrado, o indivíduo que posta incesssantemente tudo aquilo que acontece, na verdade, nunca estará em lugar nenhum e nunca verdadeiramente, com ninguém. Mostrar ao mundo aquilo que não é, é o portão de entrada de um beco sem saída, regado ao superficial, à banalização dos sentimentos e das pessoas que julga amar. Amor não se relaciona bem com a exposição. Amor é para quatro paredes. E quem assim, não o sabe, tem que aprender a decifrar os segredos do silencio, da ausência virtual. Isso, sim, é que chama a atenção. Ser discreto e menos arrogante nas redes sociais é uma forma de encontrar vida fora da internet.

    Theca

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  3. É isso mesmo e mais alguma coisa samu.

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  4. O filósofo Bertand Russel1 (1956, 1957), sem os recursos da psicanálise para tomar como assentada a questão da falta, inicia o tema da completude pelo desejo do homem de ser feliz. Enquanto os animais parecem contentes com a existência e a reprodução, os homens querem engrandecer e, seus desejos, a este respeito, só são limitados pelo que a imaginação sugere como impossível. Todo homem gostaria de ser Deus, e alguns poucos acham difícil admitir tal incapacidade. A aceitação de um deus como o poder supremo (quem pode tudo) indica a limitação do poder humano que ele recusa admitir. A combinação titânica de nobreza e inspiração dos grandes conquistadores pode ser encontrada em todos os homens. Daí a concorrência, a necessidade de compromissos e de governo, o impulso à rebelião, com a instabilidade, as violências periódicas e a necessidade de moralidade para reprimir a auto-afirmação. É como estamos acostumados a ler na segunda tópica da teoria freudiana sobre os impulsos do Isso (Id), ante os avatares do supereu, criando uma resultante razoável para o Eu. E mais, de Lacan podemos tomar a origem do desejo - na falta - cuja satisfação é impossível.

    LEIA ESTE TEXTO SAMUEL.
    Warley (Psicólogo e escritor)

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  5. As redes sociais são democráticas. Posta quem quiser e lê quem quiser.

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  6. A parte mais importante é Não precisamos relatar todos os momentos vividos para uma rede social, não é necessário aparecer,é preciso aprender que o momento vivido é o que importa,o resto é subjetivo.
    Muito bom.

    Virgínia Gomes

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  7. Obrigado a todos que comentaram, esse texto é 2013 e acredito que a tendência agora é essa necessidade de aparecer aumentar ainda mais,a cada dia surgem mais redes para isso,logicamente usa quem quer,porém as pessoas as vezes exageram na exposição,bom cada um faz aquilo que considera melhor né. Warren eu li o seu texto,obrigado caro psicólogo,uma honra ver um comentário de alguém especializado em comportamento humano,é a todos vocês meu muito obrigado.

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  8. Corrigindo meu comentário acima eu quis dizer Warley.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Gostei de tudo que vc escreveu..Deveriam ter inventado o Facebook dos pensamentos e não da exposição física..

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Grato , blog 2 cabeças viajantes

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