28/07/2012

Textos Espontaneos

  
  Ola pessoas desse mundo
  
      Enfim agora estou sozinho numa noite pra la de entediante e decidir colocar no ar , um texto que escreverei agora e sem planejamento . As vezes é bom agir sensorialmente sem muito pensar , apenas sentir e escrever .

 Dias Bons e Ruins

  A vida é corrida  mesmo que estamos dividindo em pequenas parcelas de tempo , da pra perceber que tudo passa pela gente em um piscar de olhos e não vê o que queria ver . São em dias que você para e percebe quanto a vida pode ser diferente , seja pela sorte que bate a porta , seja pelo pior dia  da sua vida  . Dias estranhos por serem diferentes ou por ser estranhamente bons .
   Os dias correm e semanas vão , mas tem sempre aquele dia que tudo tem uma cor diferente . Há sinais que na vida pratica agente ignora , mas perceber que alguem sorriu pra você , chegou mais cedo , teve aquela sorte no jogo e etc .  O mundo não é só você , mas viver o seu dia é importante e valorizar o que é bom nessa vida , cada momento no seu dia faz com que se ele estiver bom fique ruim e vice versa .  O lado
ruim sempre existe , sair de casa sem guarda chuva e chover , acordar com o pé esquerdo trombando com o pé na quina da cama e cair da beliche e etc .
   Sempre há dias que você pensa que é Karma ruim  , um inferno de dia onde tudo remete a Lei de Murphy , prevendo que tudo vai dar errado .  O duro caminho para casa depois de dias como esse que tudo é ruim , mas sempre há coisas que dizem que não foi tão ruim , assim quando percebemos os míseros detalhes da vida , aquilo que te faz sorrir mesmo no dia mais cinza .
   Tem dias que acontece ser uma grande montanha russa e se torna meio bom / meio ruim  tudo num furacão onde voce esta no centro dele . O que estou falando é baseada em cada dia que vivi nesses 19 anos de pouca emoção e muito trabalho para ser quem sou .
   O mundo é grande , cada um vive seus dias sendo bons ou ruins . O que importa é saber viver

Por @miyoshi_niceguy

27/07/2012

Playlist : Novos Clipes sensacionais

Ola Pessoal
  Nesta noite , o cardapio de hoje temos clipes sensacionais que foram lançados recentementes , não teremos apenas clipes que estão tocando na MTV , clipes de independentes estarão nessa lista . Essa lista é uma de uma serie , se voce tiver uma sugestão mande pra mim : @miyoshi_niceguy ou @blog_2cabecas  .

1 ) Passione - Junio Barreto
     Com um elenco contando com : Mariana Ximenes , Mombojo e Xico Sá e um clima de romance descrito em Cronicas em que Mariana Ximenes esta atras de Junio Barreto .
 

2 ) Mi Vida Eres Tu - Vanguart 
    Um sonho de garoto de viver uma aventura amorosa , esse é o plot desse clipe que tem a participação de Felipe Solari e ao som de Mi Vida Eres Tu . 

 

3)  Abra a Janela - Believe
   Clipe que começa conceitual , misterioso e depois mostra a Banda numa sequencia e tem a Janela que representa muita coisa . Vejam :


4)  Infinito - Fresno
   Uma mistura de sonho de criança e tecnologia Espacial . O clipe da Fresno tem aquele curiosidade sobre o Espaço que atiça  as crianças e ainda uma camera que chega quase fora da Atmosfera , sensacional :



5)  Se For Pra Tudo Dar Errado - Topaz
    Clipe que fala sobre superação , sobre como Se tudo dar errado e que sempre há um novo dia depois . 



Sugestões por email : Wesleyspfc18@gmail.com 
Por : @miyoshi_niceguy

26/07/2012

McDia Feliz 2012 : Gustavo Leão é o McAmigo 2012 da Casa Ronald - Rio

 Ola Pessoal  ,Como Vai indo ?
 
O McAmigo da Casa Ronald McDonald 2012 

   Hoje nessa quinta trago a voces que como ja havia Divulgado aqui o McDia Feliz 2012 , então temos que os Artistas se envolvem nessas datas solidarias e que quem abraçou a causa foi o Ator Gustavo Leão que apoiará a Casa Ronald McDonald Rio daqui pra frente .  É muito Importante essas ações para atrair atenção e doações a essas  instituições que precisam .

 
Gustavo Leão é o McAmigo 2012 da Casa Ronald McDonald-RJ
Ator será apoiador da instituição na maior mobilização nacional em prol do combate ao câncer infantojuvenil

O ator Gustavo Leão foi escolhido para ser o McAmigo para o McDia Feliz 2012 da Casa Ronald McDonald-RJ, instituição que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Rio de Janeiro. No papel de "McAmigo Feliz", Gustavo terá como função motivar os voluntários a superarem as metas garantindo a contribuição na maior mobilização nacional em prol do combate ao câncer infantojuvenil, o McDia Feliz, incentivando-os a conquistar o sucesso e a vitória pela causa. No McDia Feliz 2012, evento coordenado nacionalmente pelo Instituto Ronald McDonald que ocorrerá em 25 de agosto, terá parte da arrecadação obtida com a venda de sanduíches Big Mac destinada à Casa Ronald McDonald-RJ.

Gustavo Leão tem um envolvimento muito próximo com a causa do combate ao câncer. O ator perdeu sua avó ano passado, aos 74 anos, vítima de câncer no pulmão. “Todos que já tiveram uma pessoa com câncer na família sabem o quanto é difícil lidar com essa situação. O tratamento é doloroso, a recuperação é difícil. Eu me sensibilizo muito com esses casos, principalmente quando se trata de crianças, que são sinônimo de vitalidade, energia e alegria. Fiquei muito feliz em poder participar de uma causa tão nobre, mais ainda depois que visitei a Casa Ronald McDonald-RJ e pude confirmar que o trabalho realizado por essas pessoas é de extrema seriedade”, afirma Gustavo.

Sua última participação nas telinhas foi na minissérie ‘As Brasileiras’, onde participou da produção ao lado de Fernanda Montenegro. Gustavo Leão começou sua carreira em 2005, na rede Bandeirantes, e seu papel de maior destaque, Mateus, na novela ‘Paraíso Tropical’, lhe rendeu três importantes prêmios: ‘Ator Revelação’ no ‘Melhores do Ano', da Rede Globo; ‘Revelação do Ano’ no ‘Troféu Imprensa’, do SBT e ‘Revelação Masculina’ pelo ‘Premio Extra de TV’, do Jornal Extra. Atualmente o ator contracena com a atriz e diretora Pitty Webo na peça “Mulheres solteiras procuram”, em cartaz em São Paulo e em breve no Rio de Janeiro.

"Ficamos muito felizes de sermos apoiados pelo Gustavo Leão. É muito bom ver um jovem engajado com na causa do combate ao câncer. Estamos certos de que, com o apoio dele, vamos mobilizar muitos voluntários a participarem conosco do McDia Feliz 2012 e conseguiremos atingir uma arrecadação recorde que muito nos ajudará no custeio da manutenção das atividades da Casa Ronald McDonald-RJ", diz Sonia Neves, presidente da Instituição.


Sobre a Casa Ronald McDonald-RJ
A Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro foi a primeira na América Latina e tem o compromisso em oferecer uma "Casa longe de casa" para crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, mais acompanhante, de outros estados e municípios, em tratamento no Rio de Janeiro. Desde a sua inauguração em 1994, a Casa já recebeu mais de 2 mil pequenos pacientes e atualmente conta com mais de 500 voluntários que se dedicam em diversas atividades, desde tarefas administrativas e operacionais até aquelas de atendimento direto às crianças, adolescentes e seus acompanhantes. A Casa Ronald McDonald oferece vários programas na área social e psicossocial, como o de distribuição de Bolsa de Alimentos e cursos profissionalizantes para as mães.

Sobre o Programa Casa Ronald McDonald no Brasil
O Programa Casa Ronald McDonald é uma iniciativa global criada pela Ronald McDonald House Charities, sistema internacional presente em mais de 50 países. O objetivo do programa é oferecer mais qualidade de vida e bem-estar às crianças e adolescentes. No Brasil o programa é coordenado pelo Instituto Ronald McDonald e conta atualmente com cinco unidades nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo, Santo André, Campinas (SP) e Belém (PA). As Casas Ronald McDonald oferecem hospedagem, alimentação, transporte e suporte psicossocial para os pequenos pacientes com câncer e seus familiares que, devido ao tratamento, encontram-se longe das suas cidades. A unidade do Rio de Janeiro foi a primeira Casa Ronald McDonald da América Latina, inaugurada em 1994. Já as demais instalações brasileiras foram implantadas em 2007 nas cidades de São Paulo e Santo André (SP), em 2010 em Campinas (SP) e em 2012 em Belém (PA).

 POR :  @Miyoshi_niceguy 

22/07/2012

Com Deus tudo fica mais facil



Nada te perturbe, Nada te espante,
Tudo passa, Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem, Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento, Ao céu sobe,
Por nada te angusties, Nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, Com grande entrega,
E, venha o que vier, Nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
Nada tem de estável, Tudo passa.

Deseje às coisas celestes, Que sempre duram;
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, Bondade Imensa;
Quem a Deus tem, Mesmo que passe por momentos difíceis;
Sendo Deus o seu tesouro, Nada lhe falta.
SÓ DEUS BASTA!


Você diz: “Isso é impossível”

Deus diz: “tudo é possível para aquele que crer” (Lucas 18:27)

Você diz: “Eu já estou cansado”

Deus diz: “eu te darei o repouso” (Mateus 11:28-30)

Você diz: “Ninguém me ama de verdade”

Deus diz: “Eu te amo” (João 3:16 e João 13:34)

Você  diz: “Não tenho condições”

Deus diz: “Minha graça é suficiente” (2 Coríntios 12:9)

Você diz: “Não vejo saída”

Deus diz: “Eu guiarei teus passos” (Provérbios 3:5-6)

Você diz: “Eu não posso fazer”

Deus diz: “Você pode fazer tudo” (Filipenses 4:13)

Você diz: “Estou angustiado”

Deus diz: “Eu te livrarei da angustia” (Salmos 90:15)

Você diz: “Não vale a pena”

Deus diz: “Tudo vale a pena” (Romanos 8:28)

Você diz: “Eu não mereço perdão”

Deus diz: “Eu te perdoo”  (Epistola de São João 1:9 e Romanos 8:1)

Você diz: “Não vou conseguir”

Deu diz: “Eu suprirei todas as suas necessidades” (Filipenses 4:19)

Você diz: “Estou com medo”

Deus diz: “Eu não te dei um espirito de medo” (Timóteo 1:7)

Você diz: “Estou sempre frustrado e preocupado”

Deus diz: “Confiai-me todas as suas preocupações” (I Pedro 5:7)

Você diz: “Eu não tenho talento suficiente”

Deu diz: “Eu te dou sabedoria” (I Coríntios 1:30)

Você diz: “Não tenho fé”

Deus diz: “Eu dei a cada um uma medida de fé” (Romanos 12:3)

Você diz: “Eu me sinto sói e desamparado”

Deus diz: “Eu nunca te deixarei nem desamparei” (Hebreus 13:5)

Muitas das vezes em nossas vidas reclamamos, questionamos, brigamos nada está bom para nós, vivemos em busca da felicidade, damos muito valor às coisas do mundo, somos muito materialistas, consumistas, e acabamos cometendo um grande erro que é colocar Deus em segundo plano, as vezes nem lembramos que ele existe, os problemas da vida fazem com que esqueçamos  do mais importante que é Deus.

Deus onipotente, onipresente e onisciente, fez a terra o mar e todo o universo ele é nosso pai e tem poder, é muito importante se glorificar a Deus por tudo, não interessa se estamos felizes ou tristes Deus é pai para todas as horas,  quando tudo parece estar acabado, ele não nos abandona, basta acreditarmos nele, e coloca-lo como o centro de nossa vida. Alguns não acreditam que ele exista, tudo bem é direito dessas pessoas, afinal todos tem livre arbítrio, porém uma coisa é fato, uma vida em Cristo se torna muito fácil do que uma vida pagã. Não há obstáculo, problema que nos impeça de vencer, basta colocar Deus como o foco de nossas vidas, afinal basta acreditarmos,  ter Fé. Deus é pai

 Autor: Samuel Lucas

21/07/2012

VMB 2012 - Um ano Diferente


Ola pessoal que assiste MTV
   
   Hoje as 15 hrs teve inicio o VMB com o 1° programa do VMB no ano de 2012 e os indicados foram revelados . O que vou falar hoje é comentario geral das coisas ( o VMB 2012 tem seu site e blog , por isso
, nao tenho ligações com o VMB ). O VMB desse ano promete mostrar os Diferentes lados do Brasil musicalmente e conhecer o que nos as vezes nem notamos e esta na nossa cara .


    O Vanguart que apresentou o Boa parte de mim vai embora  faz um tempo , um album muito interessante conseguiu superar os concorrentes e saiu na frente com 6 indicações . O Rap confirmou o seu crescimento que vem desde o ano passado : Rashid e Projota conseguiram ser indicados tanto quanto o Emicida foi indicado em 5 categorias e o meu destaque Racionais que estava sumido apareceu com o Clipe Marighela ,  mil faces de um homem fiel ; clipe - trilha sonora de um documentario .
    

  A musica daqui que não se valoriza usualmente como a Prodigio Mallu Magalhães , Gaby Amarantos e o Bonde do Rolê foram indicados , isso indica uma valorização da musica que alem deles se encaixam a Karina Buhr , Ceu ( Estrela da nova MPB) e Gal Costa . Outro ponto interessante é o Agridoce ( projeto da Pitty com o Martin ) que foi indicado  a 5  ou 4 categorias : Som intimista muito legal que tomou proporções incriveis desde que foi lançado  .



    Destaque Final dos albuns : Eu ouvi alguns daqueles albuns e não poderia faltar o Boa Parte de Mim foi Embora do Vanguart , Aleluia do Cascadura e o Pensamento é um imã do Vivendo do Ócio que são muito bons . Um porem , não conheço e nem tenho interesse em 1 ou outro artista daquela lista e me perdoe voce achar que estou subestimando algum album .


 
 












  

     Portanto faça suas escolhas que eu ja tenha minhas predileções    dentro desse VMB 2012

Até a proxima Pessoal


por @Miyoshi_niceguy   

Educação no Brasil é uma farsa


FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

 
  O texto abaixo foi escrito por um pedagogo da rede de ensino, nesse artigo ele relatou friamente a realidade do ensino em nossas escolas e faculdades. O texto muito bem escrito toca em pontos críticos do nosso sistema de ensino, apesar de ser um texto grande recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões.

Educação é uma farsa!

José Luiz de Paiva Bello
Rio de Janeiro, 1998.
(revisado e alterado: jul. 2004).

 

      Diálogo entre dois professores no corredor de uma escola:
      "- Então você reprovou o estudante Fulano? Por que?
      - Porque ele não sabia escrever.
      - Mas você é professor de História e ele foi aprovado pela professora de Português.
      - Mesmo assim ele não sabia expressar suas idéias na minha disciplina.
      - Ora! Se todos os outros professores aprovaram você tinha que aprovar também. Você não pode ser diferente dos outros.
      - Mas ele não conseguiu assimilar o conteúdo da minha disciplina.
      - Não interessa! Reprovar por que?
"
      Essa me foi contada por um colega professor de uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro:
      "Tive um estudante na sétima série que era analfabeto. Eu, por achar lógico, reprovei-o na minha disciplina. Por tê-lo reprovado todos na escola, professores, funcionários e estudantes, pularam em cima de mim como se eu tivesse cometido um crime. Fiquei curioso, como professor novo na escola, e fui procurar saber o motivo de tanta revolta contra mim.
      Descobri que o estudante em questão era sobrinho da muito querida faxineira. Por ser um menino
'muito bonzinho' a professora da primeira série do primeiro grau aprovou-o e jogou o problema para a professora da segunda série. A professora da segunda série, por achá-lo também 'muito bonzinho', repetiu o ato irresponsável da professora anterior. E assim foi até a sétima série, quando caiu sob a minha responsabilidade. Resultado: o menino, então com treze anos, era analfabeto e não poderia continuar os estudos; teve que sair da escola e passou a ser considerado um estudante 'especial'"
      Outra história de professor:
      "Fui demitido de uma faculdade porque reprovei a filha do dono. Em trinta dias/aula ela só assistiu um dia. Mesmo assim o Diretor, que era o dono, se sentiu no direito de me mandar embora. A qualidade das minhas aulas, minha integridade moral e a aprendizagem dos estudantes não estavam em questão."
      Mais outra de uma escola estadual de Ensino Fundamental no subúrbio do Rio de Janeiro, contada por outro colega, professor de História:
      Num Conselho de Classe os professores discutiam a promoção de estudante por estudante. A professora de matemática dizia que um de seus estudantes não foi bem, mas sugeria a aprovação dele já que seu pai vivia bêbado, sua mãe era prostituta e o estudante estava envolvido com drogas. Todos do Conselho votaram pela aprovação. A professora de Português, falando de outro estudante, dizia que ele não tinha conseguido um rendimento satisfatório, mas, como estava envolvido com drogas, sugeria a sua aprovação para estimulá-lo nos estudos. Todos do Conselho votaram pela aprovação. A professora de Geografia citou uma outra estudante que não tinha ido bem, mas como ela soubera que esta estudante tinha se tornado prostituta, a aprovação poderia tirá-la desta vida. E assim foi até que passaram a analisar uma estudante que havia tirado ótimas notas em todas as matérias. Meu colega perguntou pelas condições familiares e de vida desta aluna. Ao saber que seus pais eram honestos e trabalhadores e a estudante uma menina comportada, votou pela reprovação dela: "Ora! Se estamos aprovando todos aqueles que trazem problemas familiares e vivenciais, esta estudante não faz mais do que sua obrigação de tirar nota dez em todas as matérias. Como não tirou, voto pela reprovação".
      É claro que meu colega estava ironizando o ridículo Conselho de Classe.
      Bem, não vou ficar contando histórias que todos os envolvidos em educação estão cansados de conhecer. Aliás, se tivesse que contar essas histórias aqui daria para preencher um grosso livro. Mas isso é a educação formal. A realidade concreta das escolas não é o que se apregoa sobre educação. Ou seja: uma coisa é a realidade vivenciada nas escolas, outra coisa é a teoria pedagógica.
      Você que está lendo este texto, e trabalha numa faculdade de Pedagogia, faça um teste: pergunte ao professor de Psicologia da Educação ou o de Estatística (se eles não forem Pedagogos por formação, o que normalmente acontece...) o que é Pedagogia. Ou então, mais especificamente, pergunte a um professor de Psicologia da Educação, o que é "bullying", ou ainda, qual a diferença entre dificuldade de aprendizagem e problema de aprendizagem. Experimente perguntar a um professor de um curso de Pedagogia o que é ser Pedagogo. Se eu não sei responder a estas perguntas, como eu posso estar contribuindo para a formação profissional dos estudantes que estão sob minha responsabilidade? Eu estarei ensinando o quê e para quê? 


Os professores, na sua maioria, não conhecem a área de atuação dos estudantes que estão formando vão trabalhar.

      Esta é a característica principal das nossas faculdades: os professores, na sua maioria, não conhecem a área de atuação dos estudantes que estão formando vão trabalhar. Não estou me referindo apenas a Pedagogia; refiro-me a qualquer curso de graduação. É comum encontrarmos professores de Psicologia da Educação que, durante toda a duração de seu curso, só se referem a Freud, Klein, Reich e não fazem nenhuma referência a Piaget. Aliás, conheço casos de Pedagogos, recém formados, que nunca ouviram falar de Piaget. De Montessori e Freinet então, nem se fala; são raros os cursos de Pedagogia que conseguem repassar o que é a didática montessoriana ou freinetiana. Quando muito estes autores são trabalhados, de forma sucinta, na disciplina História Geral da Educação e, mesmo assim, para colocá-los dentro de uma escola teórica pedagógica. O nosso Paulo Freire é um ilustre desconhecido dos nossos cursos de graduação em Pedagogia. Nos cursos de Pedagogia é comum encontrar psicólogos ministrando a disciplina Didática. Provavelmente porque este psicólogo, professor de Didática, ou é muito amigo de quem seleciona os professores na instituição, ou é bem indicado. Neste caso não é a competência do professor ou a aprendizagem do estudante que está em questão. 


A "aula dada" através de seminários oferecidos pelos alunos é uma prática explícita de charlatanismo ou ignorância.

      Por falar em didática, o que dizer da didática das salas de aula dos cursos superiores? A aula dada através de "seminários"? Será que não existe um cérebro são neste país para denunciar isto como uma prática de charlatanismo? A "aula dada" através de seminário representa o mesmo que o paciente entrar num consultório médico, para fazer uma pequena cirurgia, e o médico tratá-lo através de um ritual "voodu". Os professores que aplicam a "didática do seminário" consideram "aula dada" as apresentações feitas pelos estudantes que, pelo menos teoricamente, não sabem o que é didática. Eles repassam aos estudantes a responsabilidade do planejamento da aula, que deveria ser sua, e o saber de uma técnica, que deveria ser seu. A prática da apresentação do "seminário", inclusive, é o próprio atestado da farsa, onde os estudantes copiam trechos de livros, entregam um trabalho escrito ao professor e fazem uma leitura enfadonha diante dos demais estudantes desinteressados. E o mais grave é que os professores consideram esta leitura como "aula dada" e "matéria para a prova". Então os estudantes têm que correr para os livros para estudar ("a parte dos outros", se não a própria parte, já que o trabalho apresentado foi copiado da Internet) aquilo que o professor deveria ter facilitado a eles. E isto quando se têm "provas", porque, na maioria das vezes, as notas são dadas para a apresentação do "seminário", que não passou de uma leitura enfadonha de uma cópia de trechos de livros. E então, o professor, do alto de sua galhardia pedagógica dá nota 7 para um, nota 4 para outro, nota 9 para outro e outras notas para outros. Agora eu pergunto: aqui entre nós, colegas, vocês acreditam mesmo que esses professores tenham critérios sérios para avaliar o desenvolvimento da aprendizagem através da prática do "seminário"? Quais serão os critérios adotados para dar uma nota 7 a alguém que foi lá na frente para fazer uma leitura. Se a avaliação fosse para um curso de arte dramática até poderíamos entender...
      Já que estamos falando de avaliação e de notas, que tal falar da prova em dupla ou prova em grupo? Não estão acreditando? Pois acreditem, é a mais pura verdade. Já vi vários professores, de várias instituições, aplicarem provas pontuais (prova 1 mais prova 2, depois tira a média) em grupo ou em duplas. Acredito que um professor que faça uma coisa dessas ou nunca leu nada sobre medidas e avaliação, ou, se leu, nada entendeu. Aliás, lendo ou não lendo, é uma atitude totalmente irracional. Será que esse professor não consegue perceber que se ele juntar um estudante aplicado, estudioso, com outro que seja um idiota, preguiçoso, os dois tirarão a mesma nota? Se a prova serve para ajudar ao professor a ter consciência do desenvolvimento da aprendizagem do estudante na sua disciplina e, conseqüentemente, reformular o seu planejamento, a estratégia da prova em dupla ou em grupo é totalmente inútil e equivocada.
      E o que dizer do "fichamento", prática tão comum de tantos professores? O fichamento parece uma "Torre de Babel", onde cada professor exige dos estudantes aquilo que ele mesmo considera fichamento, desconsiderando, na maioria das vezes, as técnicas do fichamento e as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT. Já presenciei professor pedir para seus estudantes "fichamento em grupo" (!?). Além disso, são pedidos fichamentos a partir de cópias xerográficas de capítulos de livros (o que é ilegal e continua a ser praticado em grande escala) quase que ilegíveis. O fichamento, com certeza, é uma técnica interessante de estudo, mas perdida pela incompetência generalizada. 


Provavelmente a única instituição que não dá o menor valor às normas emanadas pela ABNT é a Academia de Ciências.

      Já que estou fazendo deste texto um desabafo em forma de mosaico, permitam-me inserir aqui a questão da ABNT. Provavelmente a única instituição que não dá o menor valor às normas emanadas pela ABNT é a Academia de Ciências. Em todos os cursos professores e coordenadores fazem o que querem das normas. Alguns estudantes me retornam que seus professores orientadores “orientou-os” a “esquecer as normas da ABNT”(!!??). Imaginem o desacerto com o professor das disciplinas de Metodologia Científica, Técnicas de Estudos ou Técnica de Pesquisa. Os professores destas disciplinas mostram que não consta como regra limitações de páginas num trabalho científico; que o que vale é o conteúdo. Vem o professor orientador e diz que “a norma define um mínimo de trinta páginas”. Lá vem a farsa outra vez: o estudante repete com outras palavras o que já foi dito, inclui trechos ou capítulos que nada acrescenta ao conteúdo trabalhado, vai em formatar fontes do seu editor de texto para dar maior espaçamento entre os caracteres e aí cumpre o mínimo de trinta páginas no seu trabalho. Alguns coordenadores exigem até mesmo limite máximo de páginas.
      Em Educação parece que nem o que está escrito sobre diretriz da própria Educação vale. No final do ano de 2004, o Ministério da Educação resolveu avaliar a educação básica do ensino brasileiro, para posterior replanejamento. Para isso resolveu recolher depoimentos... Das direções das escolas? Dos professores? De competentes pedagogos? Dos estudantes? Dos funcionários das escolas? Não! Os engravatados do MEC resolveram colher depoimentos dos pais (!!!). Dos pais? Por que dos pais? Acredito que o depoimento dos pais também seja importante numa avaliação, mas num contexto geral. Esse, aliás, é o espírito do Projeto Político Pedagógico (PPP), que todas as escolas devem elaborar o seu, e da idéia da Escola Cidadã.
      Duas coisas podem se deduzir a partir da constatação desta iniciativa do MEC: a primeira é que os senhores engravatados que planejam a nossa educação, não sabem o que é um Projeto Político Pedagógico; outra: caso saibam o que é um PPP, estão nos afirmando categoricamente que o Projeto Político Pedagógico é uma farsa. Nesta segunda hipótese quem conhece o ambiente escolar sabe que na quase totalidade das escolas o PPP é realmente uma farsa. Quem está lendo este texto já leu alguma redação de um PPP? Que tal? Na maioria dos que eu li se as escolas cumprissem o contexto do que está escrito a humanidade estaria definitivamente salva. Eu disse na maioria porque nas outras o PPP não passa de mera adaptação do Regimento Interno da escola.
      No final desse imbróglio pedagógico os estudantes continuam sem aprender e o próprio MEC denunciando que cerca de 60% dos estudantes, das escolas públicas e privadas, concluem a quarta série sem saber ler e escrever. Aplausos para o MEC. E aí como é que os senhores engravatados resolvem o problema? Criando cotas para os pobres coitados que não tiveram respaldo familiar para aprender no seu período de formação; criando o PROUNI para resolver um problema que está na origem e não na conseqüência. Por que será que eles não conseguem perceber que eles estão tornando o ensino superior ainda mais medíocre do que ele já é? Fico com medo de ser arrogante, mas preciso dizer que os senhores planejadores do ensino não estão entendendo nada. Quanto às cotas em função da cor da pele... Sem comentários.
      O que eles fizeram com a universidade brasileira é um caso de polícia. De polícia mesmo. Li uma reportagem da Revista Veja, em que o jornalista denunciava que alguns membros do Conselho Federal de Educação (na época ainda tinha esta designação) prestavam consultoria às instituições que pretendiam iniciar um curso superior e estes mesmos conselheiros/consultores aprovavam os cursos que eles prestavam consultoria. Algum conselheiro foi preso? Não. Bem, pode ter sido uma história inventada pelo jornalista e, neste caso, ele fez uma denúncia grave e falsa. Isso é crime. O jornalista foi processado por calúnia? Preso? Também não. Todos viveram felizes para sempre. Como se nada tivesse acontecido; como se a reportagem não tivesse existido.
      Segundo Gilberto Dimerstein no governo Fernando Henrique Cardoso, em que o Ministério da Educação esteve sob a liderança do ministro Paulo Renato de Souza, foram abertos 6 (seis) cursos superiores por dia. Como conseqüência disso já presenciei uma instituição de curso superior sortear passagem para Nova York para aqueles que trouxessem novos alunos. Paralelamente algumas instituições passaram a vender "educação" como se fosse sanduíche. Pois estas instituições que passaram a tratar a educação como uma mercadoria espúria, segundo as próprias declarações de um Reitor de uma dessas, passaram a abrir filiais em qualquer tipo de prédio, até em anexo de supermercado. A conseqüência inevitável disso foi que instituições de renome, reconhecidas como de qualidade, estão quase fechando as suas portas. Ou o MEC não sabe que em muitas instituições de ensino superior os professores estão sem receber seus salários e elas na porta da falência? O nosso ex-ministro deve estar muito contente já que, logo depois de sair do governo, ele abriu uma firma de consultoria nesta área. E ninguém acha nada demais. Lavamos nossas mãos, como Pilatos. Será que estamos tomados pela "Síndrome de Pilatos"?
      A competição por estudantes é tão absurda que repercute diretamente na qualidade da formação do profissional de qualquer área. Vejam só: vamos supor que a instituição onde trabalho tenha reunido seus profissionais da educação, seus Pedagogos, e todos tenham concluído que a grade curricular está mal estruturada e precisa ser refeita. Ao se refazer esta grade curricular, de acordo com as necessidades que os estudantes precisarão aplicar em suas práticas profissionais, percebe-se que três anos é pouco para a formação de um Pedagogo competente, por exemplo. Pergunto: mesmo sabendo que a formação de um Administrador Escolar competente deve ser dar num mínimo de quatro anos a instituição irá adotar este procedimento? Respondo: NÃO!!! Se a instituição, que quer trabalhar com seriedade e honestidade, fizer isso irá falir. Se o objetivo de nossa educação é o diploma os estudantes irão procurar a instituição que oferece o curso em menos tempo, independentemente da qualidade de sua formação. 


O mínimo que eu poderia dizer da pós-educação no Brasil é: que bagunça!

      E a pós-graduação? Não é possível que exista um especialista em educação que possa achar que esteja tudo bem. O mínimo que eu poderia dizer da pós-educação no Brasil é: que bagunça! É difícil até resumir o que falar sobre esta questão. Vamos falar dos objetivos da cada nível da pós.
      Mestrado é o curso que prepara o indivíduo para a docência do ensino superior e para o exercício da pesquisa. Confere grau acadêmico.
      Doutorado é a defesa de tese sobre tema relevante da educação, com funções de aprofundamento e consolidação do curso de mestrado. Confere grau acadêmico.
      Especialização é o curso que visa a um aprimoramento (aperfeiçoamento) ou aprofundamento (especialização) da formação profissional básica supostamente obtida no curso de graduação correspondente. Assim, um curso como este, poderia corresponder, mas não necessariamente, a uma espécie de prolongamento do curso de graduação, levando-se em consideração o avanço do conhecimento relacionado a área de estudo. Os cursos de especialização, via de regra, tem sentido eminentemente prático-profissional e concede certificado.
      A proposta parece simples: para se tornar um professor universitário, de qualquer área, o profissional deverá realizar um curso de Mestrado ou Doutorado; para se aprofundar numa determinada área de estudo deverá efetivar um curso de Especialização, Extensão ou Aperfeiçoamento. Desta forma um arquiteto, por exemplo, que deseje se tornar professor universitário deverá fazer um curso de Mestrado. No entanto, para ser aperfeiçoar no conteúdo das disciplinas que oferece, deverá fazer um curso de Especialização.
      Mas o que acontece na prática? 


A quantidade de cursos superiores aumentou significativamente e a implantação de cursos de Mestrado não acompanhou este crescimento.

      Um dos critérios para a avaliação das instituições de ensino superior é levado em consideração a quantidade de professores que tenham realizado curso de Mestrado. Se o objetivo dos cursos de Mestrado é o preparo para docência superior e para a pesquisa, nada mais louvável de ser adotado como critério de avaliação o cumprimento deste curso. Só tem um pequeno problema que parece ainda não detectado pelo MEC: a quantidade de cursos superiores, como foi dito anteriormente, aumentou significativamente e a implantação de cursos de Mestrado não acompanhou este crescimento. Resultado: as instituições que oferecem cursos de especialização inventaram a farsa da especialização em "Docência Superior". Sei lá, mas isso me parece uma maluquice. Você pergunta a um colega professor universitário: "- Tem curso de Especialização?" O outro responde: "- Tenho. Sou especialista em professor universitário".
      E a pesquisa? Bem, depois que o reitor da segunda universidade, em termos de quantidade de estudantes do Brasil, declarou nos jornais que pesquisa não serve para nada e nada aconteceu com ele ou com a sua instituição, o que poderemos dizer sobre isso? Sobre pesquisa nos cursos superiores? Perguntem aos engravatados do MEC.
      Repetindo mais uma vez: o objetivo do Mestrado não é a preparar para a docência superior e para a pesquisa? Então como explicar o Mestrado em Administração, Odontologia, Psicologia etc.? Deveria ser simplesmente curso de Mestrado para preparar o indivíduo para ter competência como professor universitário, como pesquisador e orientador de pesquisas. O aprofundamento da área de estudos, seja em Administração, Odontologia, Psicologia, ou outra qualquer, deveria ser realizado num curso de Especialização. A bagunça é tão evidente que os cursos de pós-graduação em Administração são chamados de MBA, onde muitos dos seus estudantes não sabem sequer que quer dizer Master in Business Administration. Essa confusão toda foi legalizada pela Portaria CAPES número 080, de 16 de dezembro de 1998, que criou, com tempo de titulação mínima de 1 (um) ano (!!!!), o "mestrado profissional"(!!!). Pode...? 


A seleção de professores dos cursos superiores nem sempre está baseada em qualidade e sim na relação de amizade com os responsáveis pela contratação.

      Paralelamente a isso a seleção de professores nem sempre está baseada em qualidade e sim na relação de amizade com os responsáveis pela contratação. Baseado nesta realidade, tomando-se como exemplo a área em que estou envolvido, a Pedagogia, encontramos psicólogos ministrando a disciplina Didática, geólogos ministrando a disciplina de Filosofia da Educação, já que, mesmo não tendo a formação na área da Educação, fizeram um "Mestrado em Educação". Na área do Direito a questão é mais grave. Normalmente os professores desta área são profissionais reconhecidos nas suas áreas de atuação (Juiz, Desembargador, Promotor, Advogado etc.), mas não necessariamente bons professores. Por que será que a Ordem dos Advogados do Brasil vem reclamando da qualidade dos profissionais da área do Direito que vêm sendo formados?
      Esta realidade está estampada nas instituições de ensino superior, mas e os planejadores da educação no Brasil? O professor Lauro de Oliveira Lima já nos alertou que na Constituinte de 1988 não tinha educadores. Já procuraram saber quem são os componentes da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados? Será que eles seriam capazes de responder o que é aprendizagem, segundo Jean Piaget?
      Mas por que então ninguém reclama? Porque é cômodo para todos. Para o professor que não precisa planejar sua aula; para o estudante que copia trechos de livros (quando não só assina seu nome na "cópia" feita pelos colegas, garantindo a sua nota) e para a instituição que garante a permanência do estudante. No final do semestre ninguém aprendeu nada, mas deu mais um passo decisivo nesta "corrida de obstáculos" em busca daquele pedaço de papel que o "rito de passagem" resolveu chamar de diploma. O mais espantoso é que, para aqueles professores que entram numa sala de aula de um curso superior, isso é muito evidente, muito fácil de se constatar. É fácil perceber que os estudantes não estão aprendendo. Não só na disciplina ministrada por eles mesmos como nas ministradas pelos colegas.
      Trabalhei num curso de Administração de Empresas, ministrando a disciplina Metodologia Científica, em que nenhum (enfatize-se o nenhum) estudante de uma turma do penúltimo período conheciam Fayol ou Taylor (!?) e suas teorias sobre administração.
      O professor Lauro de Oliveira Lima, em seu livro Mutações em educação segundo McLuhan, baseado na teoria da Comunicação de McLuhan, diz que a causa deste fenômeno é a ênfase que se dá ao diploma como fim último da dinâmica escolar. A escola não está preocupada em exercer suas atividades para valorizar a aprendizagem e sim em entregar o diploma no fim do curso. A educação, neste sentido, não passa de uma mera "corrida de obstáculos". Quem conseguir "passar" pelas dificuldades do percurso ganha o papel chamado de diploma no final da "corrida". 


A educação é um jogo de cartas marcadas, onde, "a priori", sabemos quem sairá vencedor.

      Ora, o diploma nada mais é do que uma forma de se criar uma hierarquia social onde alguns obterão "status" social, outros não. Percebendo isso sabemos que a educação é um jogo de cartas marcadas, onde, "a priori", sabemos quem sairá vencedor. Neste jogo injusto o diploma apenas dá ao seu possuidor o direito legal da manutenção da posse e do lugar social de seus descendentes.
      Quem não sabe que a educação é discriminatória? Quem não sabe que existem escolas de ricos e de pobres? Podemos dizer que os estudantes das escolas dos ricos "aprendem" melhor do que os das escolas dos pobres?
      Lembro aqui de uma história contada por Ricardo Mella, educador anarquista, na Revista "Acción Libertaria" e transcrita no livro Educação Libertária:
                  Ptolomeu Philadelpho, rei do Egito, pediu a seu professor, o geômetra Euclides, que fizesse em seu favor algo para diminuir as dificuldades da demonstração científica, em verdade bastante complicada naqueles tempos. E Euclides lhe respondeu: "Senhor, não há na geometria caminhos especiais para os reis". (MELLA, 1989, p.79)
      Ora, sabemos que os estudantes de qualquer escola não aprendem. Quem se formou na área de ciências humanas sabe resolver uma raiz quadrada? Ou melhor (ou pior!): sabe o que é uma raiz quadrada? O que é uma equação de segundo grau? Para que serve? O que é um pleonasmo? Uma síncrise? Uma figura de linguagem? O que é uma oração subordinada? O que é uma conjunção? Talvez não saibamos nem mesmo o que seja uma preposição. Se não somos professores de português sabemos escrever corretamente? Usar corretamente a crase, o isso ou isto, usar vírgulas, exceção é com cê cedilha ou com dois esses etc, etc e etc...
      Tudo isso (ou isto?) nos foi "ensinado" na nossa formação escolar. E esquecemos... Ora, se esquecemos, será que aprendemos? Se não aprendemos, então para que serve a escola? Na minha opinião para discriminar.
      Os professores dos cursos superiores, na sua maioria, adoram dizer que os estudantes não sabem escrever. Mas se os estudantes chegam ao curso superior sem saber escrever, sem saber expressar suas idéias, de quem é a responsabilidade? Dos estudantes ou dos seus ex-professores?
      Na pós-graduação a realidade é a mesma: professores despreparados, estudantes desinteressados, instituições desaparelhadas e todo tipo de desonestidade vagando pelos corredores dos cursos, do processo de seleção a entrega da Monografia, Dissertação ou Tese. Certa vez fui procurado por um grupo de estudantes que fazia um curso de Mestrado a distância, desses que só se assiste aulas nos fins de semana. Elas queriam que eu fizesse a "Monografia" (monografia é própria para os cursos de especialização; no Mestrado chama-se Dissertação) para elas. Como tivesse me recusado elas aceitaram a minha orientação para que elas mesmas fizessem o trabalho. Qual não foi a minha surpresa quando as três apareceram juntas dizendo que a "Monografia de final de curso" seria feita em trio (!?). Então não era uma Monografia (mono-um / grafia-escrita, ou seja, escrita de um) era uma "Trigrafia", novidade inventada por uma instituição que estava mais interessada na mensalidade dos estudantes do que no progresso da aprendizagem deles.
      Mas talvez tenha sido uma bobagem minha ter me recusado a fazer o trabalho por elas (o que me recuso até hoje), já que poderia ter ganho uns "trocadinhos" a mais. Um professor meu, do meu curso de Mestrado, de uma Universidade Federal, portanto estável em seu emprego, confessou para todos os seus estudantes, na sala de aula, que tinha mandado imprimir um cartão fazendo propaganda que estava disponível para confeccionar trabalhos de final de curso, mediante pagamento. E hoje, de tal forma a realidade está distorcida, já encontramos nos jornais anúncios como estes abaixo: (os telefones foram adulterados por motivos óbvios) 



      Isso é educação e isso tudo faz da escola, como nos ensina o professor Lauro de Oliveira Lima, "o maior circo da Terra".
      Agora eu gostaria de me valer dos ensinamentos de Raul Seixas ("quem tem mais razão, o cientista ou o poeta?", perguntou-me, certa vez o mesmo professor Lauro de Oliveira Lima) em Metamorfose Ambulante e "desdizer tudo o que eu disse antes": não, a educação não É uma farsa; a educação ESTÁ uma farsa. Mudar? Depende de nós, pedagogos. Mas isso é assunto para um próximo capítulo.
      E como diria a minha amiga Adriana de Oliveira Lima:

PEDAGOGOS DO MUNDO, UNI-VOS!





      Referências:

LIMA, Adriana Flávia de Oliveira. Alfabetização de jovens e adultos e a reconstrução da escola. Petrópolis: Vozes, 1991.

LIMA, Lauro de Oliveira. Mutações em educação segundo McLuhan. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1985.

_________ . Para que serve as escolas?. Petrópolis: Vozes, 1995.

MELLA, Ricardo. O problema do ensino. In.: MORIYÓN, F. G.. (org.) Educação libertária. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. (Educação: Teoria e Crítica). p. 68-82.

 



Para referência desta página:
BELLO, José Luiz de Paiva. Educação é uma farsa!. Pedagogia em Foco, Rio de Janeiro, 1998. (revisado e alterado: jul. 2004). Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/filos05.htm>. Acesso em: dia mes ano.



Todos os créditos desse texto são do blog: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/filos05.htm

13/07/2012

Hoje é DIA DO ROCK bebe!


Hoje é DIA DO ROCK bebe!
Feita a pequena alteração  nessa famosa frase vamos ao que importa: 13 DE JULHO Dia  Internacional Do ROCK ! Celebremos!  Tudo  bem que todos os outros ritmos musicais tem seu mérito e merecem respeito, mas hoje é dia do nosso velho e bom ROCK’ N’ ROLL e não importa se você gosta de  Metal, Hard Core, Rockabilly, Dark, Progressivo,Romantico, etc... etc... Nacional ou Internacional,  todos  peguem suas guitarras, baterias e baixos liguem seu amplificadores , mp3’s, toca discos, vitrolas ou qualquer mídia que saia som no ultimo volume e vamos  fazer a festa que esse dia merece!  Escutando desde Elvis,Beatles,  Rolling Stones até ... sei á NX Zero.
Além de dia do rock,  13 de Julho também é dia do Cantor e de quebra é Sexta- feira 13! É hoje é um dia no mínimo inspirador.
O importante hoje é celebrar toda a atitude rockeira que existe dentro de você! Vamos agora a uma breve história do rock:
Esse estilo musical surgiu nos EUA La pelos anos 50, você já com certeza ouviu falar do REI, e não to falando nem do Pelé nem do Roberto Carlos, do falando no Rei do Rock o grande Elvis, na época era um escândalo!
Na década seguinte o rock era rebeldia e transgressão, e foi nessa época que surgiu a  banda de 4 certos garotos de Liverpoll, isso ai surgi THE BEATLES. E no final dos anos 60 mais especificamente em 1969 houve o Festival de Woodstock  sobe o lema de “ PAZ E AMOR” virou marca deste período. Nesse festival varias bandas entre elas os inesquecíveis ;Jimi Hendrix e Janis Joplin.
 Bandas de rock que fizeram sucesso nesta época : The Mamas & The Papas, Animals, The Who, Jefferson Airplane, Pink Floyd, The Beatles, Rolling Stones, The Doors.
Nos anos 70 É a vez do heavy metal de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Mas sem esquecer da batida dançante, afinal é a década do disc musical e do pop rock. A dance music desponta com os sucessos de Frank Zappa, Creedence Clearwater, Capitain Beefheart, Neil Young, Elton John, Brian Ferry e David Bowie.

Agora é a vez  de fazer um mix total no rock, é nos anos 80 não eram só as roupas coloridas e com ombreiras extravagantes  que  se misturavam com saias de bailarina e saltos florescentes, o rock também estava se misturando. Além disso surge em New York a MTV a primeira emissora dedicada a musica. Começa a fazer sucesso a banda de rock irlandesa chamada U2 com letras de protesto e com forte caráter político. Seguindo um estilo pop e dançante, aparecem Michael Jackson e Madonna.
Bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith no More fundem o heavy metal e o funk,* o funk que eu estou falando não é esse produzido por mc’s que costumam ouvir nos celulares caixinhas de som e carros no ultimo volume. ganhando o gosto dos roqueiros e fazendo grande sucesso. Surgem nos anos 90, surge também o movimento Grunge e o rock britânico ganha novas bandas como, Oasis, Green Day e Supergrass.


E o rock nacional?




O rock brasileiro nasceu Praticamente junto aos primeiros acordes de Elvis Presley e as primeiras cenas de "Rock Around The Clock/Balanço das Horas" - passaram nas telas dos cinemas brasileiros, com a trilha sonora de Bill Halley & His Comets. Em meados dos anos 50, inicialmente pelas mãos e vozes de orquestras de baile e cantores populares, como Betinho e Seu Conjunto, Nora Ney e Cauby Peixoto, o rock and roll tomou conta dos rádios, televisões e produziu ídolos como Sérgio Murillo, Tony e Celly Campello. Em seguida, com a entrada em cena da fase instrumental, os novos roqueiros agregaram à história do rock nacional os sons das guitarras, influenciados por grupos como os ingleses Shadows e os americanos Ventures, ampliando a cultura musical da juventude.
Também marco histórico do nascimento do rock nacional é o 78rpm com as músicas Forgive Me/Handsome Boy, gravado em 1958 pelos irmãos Tony Campello e Celly Campello. os clássicos da época, destacaram-se, entre outros, Rock de Morte (Sérgio Murilo), Rock do Saci (Demétrius), Bata Baby (Wilson Miranda), Estou Louco (Baby Santiago), Vigésimo Andar (Albert Pavão), Banho de Lua (Celly Campello), Rua Augusta (Ronnie Cord), Baby Rock (Tony Campello) e Diana (Carlos Gonzaga).

Nos anos 60, com a chegada dos Beatles, dos Rolling Stones e Jimi Hendrix, vieram a Jovem Guarda, a Tropicália e o som de garagem, com seus yê-yê-yês, distorções de guitarras e contestação.E o rei do Rock nacional Erasmo Carlos. Ao lado da Jovem Guarda, também a Tropicália, eliminando as fronteiras sonoras e culturais, trouxe a guitarra para a tradicional MPB e o discurso político no rock, produzindo a versão tupiniquim da psicodelia mundial. Neste movimento, destcaram-se intérpretes, compositores e arranjadores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Rogério Duprat e de forma especial, o grupo Mutantes. A experiência acumulada desembocou na geração dos anos 70, com o rock made in Brazil, que aprofundou as misturas sonoras, incorporando o progressivo, a música rural e outros sons nordestinos, surgem nesta década; Raul Seixas, O Peso, Bixo da Seda, Moto Perpétuo, Módulo Mil, Arnaldo (Baptista) & Patrulha do Espaço; Sá, Rodrix & Guarabira; Secos & Molhados e Veludo, entre outros. 
Em 80 o rock nacional já tem seu lugar garantido e surgem bandas inesquecíveis, são elas: Blitz, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, Titãs, Ultraje a Rigor, Ira!, Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, RPM, Cabine C, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Heróis da Resistência, João Penca e os Miquinhos Amestrados, Capital Inicial, Plebe Rude, Finis Africae, Biquini Cavadão, Lobão e os Ronaldos, Ritchie, Rádio Táxi, Roupa Nova, Lulu Santos, Leo Jaíme, Kiko Zambianchi, Os Inocentes, Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Olho Seco e Mercenárias. Na década seguinte abrem- se  perspectivas de sucesso internacional. O grupo mineiro Sepultura consagra-se na Europa e nos Estados Unidos. O grupo paulistano Viper conquista o Japão. A partir de 1993 voltam a fazer sucesso bandas que cantam em português e incorporam ritmos regionais nordestinos, como os Raimundos (de Brasília) e Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (do Recife).

Por : Jessica Marques


 


08/07/2012

Parabens Jessica Allossery


 Ola , meus queridos leitores internautas

   Hoje domingueira , trago a voces uma noticia bem legal que Jessica Allossery  com a sua musica : Change the world  na trilha do Premio Embraco de ecologia  e ela fez um video falando sobre isso .  O premio Embraco vem com um intuito de mudar o mundo que vivemos e pensando no verde . Uma iniciativa digna de Joinville .
  A letra change the world é bem legal : Aqui Letra

O video do Premio EMBRACO de Ecologia 



Jessica (Essa linda ) falando sobre o Premio e seu sotaque :
.


  Parabens Jessica

 Por @miyoshi_niceguy

07/07/2012

MCDIA FELIZ 2012

 
   Ola Pessoal
   Hoje estou aqui para fazer a divulgação do MCDIA Feliz 2012 , uma iniciativa conhecida e que beneficia a projetos como as Casa Ronald MCDONALD - RJ .  Leiam e ajudem , o cançer é duro na queda , mas vence - se a Batalha . 
  

MCDIA FELIZ 2012 BENEFICIA CASA RONALD MCDONALD-RJ

Parte da renda obtida com a venda de sanduíches Big Mac no Rio de Janeiro será revertida para a instituição


O McDia Feliz 2012, campanha coordenada pelo Instituto Ronald McDonald em todo o Brasil, acontecerá no dia 25 de agosto. Nos restaurantes do Rio de Janeiro, parte da verba obtida com as vendas de sanduíches Big Mac - seja em vendas avulsas ou das McOfertas - será destinada à Casa Ronald McDonald-RJ, instituição que hospeda crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer na cidade. A arrecadação irá apoiar o custeio das atividades da instituição, que em 2011 dobrou sua capacidade de atendimento. Quem quiser, também pode adquirir o seu tíquete antecipado no próprio local, à Rua Pedro Guedes, 44, no Maracanã. Mais informações pelo telefone 2566-3200 ou pelo site www.casaronald.org.br.


Sobre o Programa Casa Ronald McDonald no Brasil
O Programa Casa Ronald McDonald é uma iniciativa global criada pela Ronald McDonald House Charities, sistema internacional presente em mais de 50 países. O objetivo do programa é oferecer mais qualidade de vida e bem-estar às crianças e adolescentes. No Brasil o programa é coordenado pelo Instituto Ronald McDonald e conta atualmente com quatro unidades nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André, Campinas (SP) e Belém (PA). As Casas oferecem hospedagem, alimentação, transporte e suporte psicossocial para os pequenos pacientes com câncer e seus familiares que, devido ao tratamento, encontram-se longe das suas cidades. A unidade do Rio de Janeiro foi a primeira Casa Ronald McDonald da América Latina, inaugurada em 1994. Já as demais instalações brasileiras foram implantadas em 2007, nas cidades de São Paulo e Santo André (SP), e em 2010, em Campinas (SP).

Texto :  Casa Ronald  

Por @Miyoshi_niceguy