segunda-feira, 12 de maio de 2014

Só #Musica aqui : O Indie E As Oportunidades Divergentes.


 
     Olá , caros amigos
     Estreando uma coluna musical chamada Só Musica aqui , não vai ser tocado por mim mas por Gabriel Lino dono da pagina A garagem . O tema principal dele é indie mas vai falar de musica em geral e feitas as apresentações vamos ao 1° texto dele .


    O Indie E As Oportunidades Divergentes.

 

   Se a o cenário da música independente se tornou mais viável para todos, não há dúvidas. Mas para dizer se a cena está repleta de qualidade é necessário ir mais a fundo.
A independência musical se tornou o caminho mais viável para os artistas que tem um trabalho a mostrar. E principalmente numa época onde tudo falta – dinheiro, tempo, reconhecimento – o prático se reinventou no ‘indie’.
   
    Uma câmera amadora, um microfone simples e um computador barato vieram a ser os principais meios de manifestação musical dos que não tem recursos.
“Mas nem só de mau equipamento viverá o indie”, já diziam as gravadoras. O cenário ficou tão bem valorizado e comercializado – graças à valorização do diferente – , que o passatempo novo das grandes empresas virou focar nas guitarras simples e nos vocais desleixados e mal compreendidos.
    
   É com essa mudança de foco que o indie deixa de ser apenas uma “cena independente” e se torna um estilo musical difundido em pequenas partículas que passeiam do rock n roll básico ao exotérico/psicodélico.
   
   Graças ao modismo musical, a “nova cena” virou o centro da idolatria juvenil atual, MAS isso não tira o mérito e talento que o estilo acarreta e trás durante os anos de estrada. A prova disso são bandas de som gostoso e bem estruturado que trazem nas costas o peso de representar todo um modo de pensar em música. Kaiser Chiefs, The xx, The Strokes, Arcade Fire, The Killers e outras bandas mais, trazem consigo não só o nome de um modo de fazer música, mas toda uma reinvenção do escutar e avaliar. Seja ela de modo modista e displicente, ou bem argumentado e coerente. Cito o modo de avaliar porque é de extrema importância e também notável – por culpa dos próprios ouvintes – a tendência do ouvir e gostar por estar inserido num contexto cultural de um grupo, e não por ser agradável aos ouvidos. E é nisso que o indie ganha massa. O peso cultural que o independente impõe ao ouvinte é tão intenso, que o “desgostar” se torna sinônimo de mau gosto, ignorância e até surdez. Perguntas como: “Não acredito que você não gosta. Não ta ouvindo essa voz? Essa guitarra maravilhosa?” são tão freqüentes e absurdas como gritar com alguém por não gostar de algo agridoce. A supervalorização do independente o desvaloriza. Perde-se o gosto em ouvir algo de um cenário com muita coisa para mostrar, pela imposição.
     
   Em apenas uma pincelada vemos as divergências da independência que de um lado traz – as vezes sim, as vezes não – boa música, e de outro que traz o mal estar de criticar.
    
  O maravilhoso do indie, é a possibilidade de escutar o ‘novo’ todos os dias. Um novo modo de cantar e tocar que não é convencional. Até mesmo o meio nacional sofre, hoje, uma intervenção “indista”, sejam elas adaptadas aos ritmos brasileiros ou não. A diversidade brasileira junto à diversidade que a nova cena traz, resulta em artistas criativos como Cícero, Malu Magalhães, Medulla, Vivendo do Ócio, que quando chegam aos ouvidos são recebidos com no mínimo uma interrogação que dá lugar a uma oportunidade de conhecer o diferente. A graça do polêmico “indie” é justamente a surpresa do diferente, ser bom em sua expansão de diversidade.
      
    Se voltarmos ao primeiro questionamento: “É bom? Vale a Pena? É realmente isso tudo?”, a única resposta é: Ouça o que dizem ser tão diferente e tire as próprias conclusões, porque a complexidade que essa música diferente traz é simplesmente confusa. É tão cheia de coisas boas e ruins, que a única resposta totalmente segura é: Vá, e ouça por si mesmo.
    
   
  Gabriel Lino  

Editado por miyoshi_niceguy 

Até a proxima 

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