28/09/2015

2° Encontro dos cursinhos comunitários e populares de SP - Analise


  Olá pessoal
   Estou aqui para um breve relato do que foi o 2 ° Encontro dos cursinhos populares de SP organizado pela frente de cursinhos populares SP no sindicatos dos metroviários na zona leste . Houve de manhã uma mesa de Debate sobre educação popular com a participação da luta popular , 2 professoras e a ausências do MPL e do ENFF ( Escola Nacional Florestan Fernandes ) referência em educação popular , criada pelo MST , que seus representantes não puderam comparecer . Na parte da tarde uma atividade da própria frente no aspecto de discussão e criação de propostas práticas para nortear ações internas e externas do grupo .
     Aqui alguns aspectos levantados sobre a dificuldade da construção da Educação popular :

   Dentro da escola 
  •    movimento de gestão profissional dentro de um espaço pedagógico como a escola tem atrapalhado a prática educacional libertadora .
  •    a colonização dos currículos escolares com a aprovação do plano municipal de educação(PME) que limita em muitos aspectos a diversidade e certos conteúdos dentro da escola . O plano estadual da educação em discussão ainda é outro lado desse processo que pode levar só não os currículos mas as práticas da escola a uma piora .
  •    outro ponto é o pensamento generalizado de pouca resistência da categoria , liderada pela sindicato (APEOESP ) que é pelego mesmo com a maior greve de todas que durou mais de 3 meses na rede estadual e municipal . A adesão baixa dentro de muitas escolas mostra a mentalidade de muitos professores é  fraca enquanto a luta por uma educação melhor 
  •    Escola integrais e os pais que é uma relação de melhora mas problemáticas na relação de criação e a educação na prática . Há quem deixe a formação de cidadão e acadêmica nas mão de professores e funcionários , isso tem na prática um reflexo da falta de tempo dos pais e na diferença dos currículos da escola em diferentes períodos .

   Em outros espaços :
  •       a dificuldade no espaço para iniciativas como os cursinhos comunitários e populares que ficam em áreas periféricas em sua maioria visando o aluno que não pode pagar pela educação privada e chega defasado ao vestibular .
  •     Outro aspecto é a questão cultural que traz as ideias de horizontalidade , lutas pelas minorias e causas fora da questão trabalho . O meio para isso são os saraus e outras atividades de inserir a comunidade a aquele lugares ou espaços de criação poder popular
  •    a transformação dentro dos espaços como suburbios vinda da ação de trazer conhecimento mas analise critica da sociedade é um ponto  crucial . 
  •     as lutas tem um aspectos agregador pois a questão lgbt ,indigenas , das periferias , dos negros perpassam pela quebra dos preconceitos / barreiras sociais que a partir de um novo modelo de educação podem ser vistas e ouvidas . 

Parte 2  

     Depois de um almoço , uma atividade da frente que visava uma conversa/debate sobre 3 assuntos : Educação e opressão , Educação e trabalho e Educação e território , visando criação de propostas para encarar tais questões . Logo após houve uma plenária para uma discussão da validade da mesmas e acertar pautas combativas e estruturais para ser postas em prática .
    
    Opinião geral :

    A Frente dos cursinhos populares de SP surgiu de uma contradição , que é o próprio cursinho existir, sendo que a escola pública devia preparar para o vestibular porém sucateada como esta não anda servindo para tal função .  Anos de lutas se passaram , com as cotas e programas inclusivos (SISU e PROUNI)  muitas coisas mudaram para melhor e chegamos a uma boa situação .
      No entanto , se fez necessário organizar essa luta para resistir pois esses projetos e iniciativas com pouco ou nenhum apoio caem na dificuldades financeiras e falta de espaço . A ideia desse movimento é recente , bem intencionada mas não chega ainda no ponto principal : ser popular e horizontal como vi nesse encontro , entendo os motivos de não ser como um projeto buscando chão e lidar com diferentes personalidades e gênios fazem difícil esse começo .
      Longa vida a esse grupo de 60 cursinhos (até agora em SP ) e os outros grupos do Brasil (Já houve um encontro nacional ) que fazem a luta de Florestan Fernandes ir a frente . Educação Popular que seja inclusiva e libertadora , enquanto movimento social juntemos a outras lutas pois a periferia precisa de tudo e não tem nada

Facebook :   https://www.facebook.com/frentedecursinhos?fref=ts
Mapa dos cursinhos comunitários e populares no google : Aqui

Reportagem e cobertura : Erick Miyoshi

Até mais

@Miyoshi_niceguy