Culturapop em analise #65: Progressismo x Sensacionalismo



                                     Olá pessoal

                      O tema de hoje é a parte mais crítica da crise jornalística no Brasil, a dificuldade de conciliar o debate entre os progressistas e os conservadores, que resulta na disputa de poder que infecta todo o discurso dos jornais e comentários seja qual for a plataforma. A disseminação de programas policiais e a queda de qualidade das analises sociais em meio a diversas crises que vivemos nessa década.

                     A jornada da Band em lidar com um conservador no programa de debate foi curta e grossa com a clara exposição do vazio de ideias entre a direita e os tempos atuais, Luis Ernesto Lacombe com ampla experiência na Globo e tendo uma chance na emissora Paulista da Família Saad, resultou na irrelevância dos temas levantados com o péssimo clima frente as câmera se resolveu na sua sensata saída do jornalismo com a marca de tentar emplacar um assunto que não rendeu nenhuma audiência. O projeto do Aqui na Band, como matutino principal ser um lugar de pautas quentes com um reforço do estandarte do momento da direita pela proximidade com a presidência em sintonia com o público alvo.

                            O modelo de programas que reúnem os dois lados da moeda tem um problema com a personalidade que tem se criado seja a direita ou a esquerda tem colocado um degrau abaixo a discussão de assuntos chave. O Grande Debate da CNN Brasil (a aposta conservadora) e o fracasso citado acima mostram que a necessidade de impor um discurso vencedor baseado em "Lacrar" em cima do outro lado faz com que o empobrecimento constante do conteúdo e da divulgação independente dos partidos de esquerda e dos grupos sociais cria um método da exposição dos fatos entre seus pares e a marca de não dialogar com os defensores do opositores na questão sociopolítica.

                        Existe o abismo colossal entre a verdade, o fato distorcido e a mentira (Fake News) que ficam cada vez mais acentuado com o descrédito das maiores redações e a briga contra a polarização da opinião que ganha mais valor que um fato apurado e exposto de forma direta. O jornalismo como o seu braço político - investigativo tem proposto soluções para tentar vender o bom trabalho em tempos de internet e a pós verdade, acreditar no que é prático e não mais no que foi apurado porque os egos preferem ser inflados do que perceber que há algo de errado no paraíso.

                         O maior defeito do debate nacional é a organização, quando os convidados estão no mesmo espectro político é mais um caso de concordância e bate papo do que a suposta troca entre os lados envolvidos como pressupõem o ato. As bolhas de progressistas e conservadores é um caos que limita o desenvolvimento de uma linha de entendimento da situação e mesmo quem se diz neutro esta para defender ou reforçar o lado de maior número. Por isso que bate um saudosismo de lideres políticos opositores que trocavam na ideia e na convivência pacífica sem guerra por quase nada.

                         O jornalismo trabalha na visão do estandarte e isso diz muito sobre a esquerda ter pouco espaço mesmo nas suas abas menos radicais lutam para ter um peso numa questão principal. A presença de mídia independente para validar seus eventos e personas é uma marca nestas décadas que apesar de estar no poder por treze anos, a centro - esquerda carregou nas redes sociais, veículos próprios e na boa fé dos seguidores para que as palavras, analises e críticas rompam o monopólio da informação que transformou o movimento social em vilão, o político habilidoso em bandido, os partidos em centrais de hate desnecessário e vitimando mais gente por desinformação do que por bala.

                            Finalizando, a luta citada no título ocorre em tantas frentes e de modos sujos a rede nacional, todos tentam subir o tom e a qualidade, porém esbarrando na falta de capacidade de sentar com o oponente sem sair na briga. Polarizados ou atores para valorizar cada palavra proferida, ao atravessar a linha que os dois espectros da política (Esquerda e direita) não se respeitem ao ponto de criar uma linha de enfrentamento saudável seja nas casas da democracia (Congresso e Câmara) ou nas TV's sem cair numa absoluta entrevistas e debates de cartas marcadas onde o foco é acusar o outro sem a evolução de pequenos consensos que apaziguem o cotidiano na internet e nas ruas.

                          É isso, pessoal
                         Até a próxima

 

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