FHM #140: Covidão 2020, o retrato da pressa



                                       Olá pessoal

                             O tema de hoje é uma analise da volta do primeiro estadual no Brasil e os problemas que envolvem política e a uso do futebol como símbolo de uma retomada que não existe na prática. Os problemas do Rio são muitos mais que a volta de um campeonato fraco com regulamento ruim e confuso, a pandemia acontecendo com a falta de estrutura que a bagunça no governo tem causado a décadas.

                      Os passos que levaram a final do segundo turno acontecendo hoje entre Fluminense e Flamengo, a pressa em retornar aos campos por vantagem no campo e sem pensar no péssimo combate a doença e as taxas altas que vigoram na cidade até este início de "Novo normal". O fato é que ao contrário de SP que tem união nas decisões, os cariocas tiveram uma anarquia comandada pelo Mengo que busca vantagem em tudo com a volta sem autorização e o maior lobby para retomar o campeonato que até gerou uma visita ao presidente B. com conversas que geraram uma MP e a mensagem clara o RJ deveria ser o exemplo (Negativo) para a abertura do esporte. Tudo é muito confuso, a analise dos dirigentes da FERJ e os times nunca botaram na conta a data não definida do Brasileirão 2020, o fato que os rivais não treinavam e nem pensavam ainda, isso vale para dentro e fora do Rio, ou seja foi um movimento de quem só penso no próprio umbigo e no bolso.

                            O bate boca geral sobre o que seria do campeonato, as condições dos menores e o racha sobre qualidade sanitária para conseguir produzir uma partida de futebol. Tretas que envolvem a chantagem da grana, a ganância de Flamengo e Vasco, a dignidade de Botafogo e Fluminense, se fosse pelo parâmetro certo a volta seria direta no Brasileiro e com a certeza do controle da primeira onda de contaminações, mas a vida não é assim por aqui e o que reinou foi uma urgência dos números e o desrespeito ao hospital de campanha, as mortes que só cresciam que marcaram o dia do retorno Rubro Negro, a sequência foi times desmontados jogando nos pequenos e a recusa dos grandes dissidentes em participar do circo armado, o que só foi acertado em vias judiciais e com a lembrança que a mancha do campeonato Carioca deste ano estava feita.

                           As críticas vem de todos os lados, sejam torcedores, analistas e até dirigentes pois é forçado e estranho o clima dos jogos que mostram que o acontece não é natural. A fama do Carioca é ruim entre os estaduais por ser uma capital grande e um campeonato questionável, o que passamos agora é outro nível com a vergonha no crédito e no débito: correram com as datas para ficar inativos por mais de um mês, Flamengo que era o time do momento fica com fama de malandro e desleal, a situação da saúde do Rio é um contraste horrível com a preocupação de ganhar campeonato enquanto tanta gente sofre e morre, a torcida fica brava com a insistente e cega buscar por recursos mesmo explorando o pobre torcedor fanático, enfim problemas demais para uma edição de Taça Rio e final geral.

                          Fechando o assunto, o título foi tirado da declaração de algum torcedor que representou o que pensa muita gente que aguentaria mais a espera pela decisão do campeonato, ter pressa gera muitos problemas que dá não pensar direito nas suas ações. O problema é que a FERJ é uma das piores federações de futebol, diretores de clube não sabem trabalhar juntos para algo melhor pois o que temos é guerra midiática que só fode a visão sobre os clubes do Rio e além disso a relação boa com o governo é outra marca que vai ficar para a história. Quem tem pressa come cru, o campeonato vai querer ser esquecido e seja lá o campeão, ninguém vai ter gosto de comemorar em um momento que tem um gosto amargo entre mortes por Covid e uma vitória dentro do campo.

                            É isso, pessoal
                           Até a próxima

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