FHM #149: Sobre paixão e eficiência

 

                                Olá pessoal 

                  O tema de hoje é o Brasil,  terra de futebol e de muita discussão esportiva, o ponto é que estamos no limiar de dois polos opostos: Paixão e eficiência, alguns agem sem pensar e outros prezam por um mundo de números. O jornalismo esportivo e o  ambiente social de torcedores tem sido um caos que aponta errado e certo para casos iguais, a coisa da coerência e coesão que se perde no mar de subjetividade e clubismo. 

                  O polêmico Diniz com o São Paulo, a coisa de amor e ódio na imprensa que reflete na opinião do torcedor, olhando para o passado é que ninguém tende a ser unanimidade, entretanto a crise é que o jornalismo perdeu o fator crítico seja pela formação geral ou por entrada de muito torcedores no meio da bola, que não fazem a lição de casa. O time do Tricolor Paulista não é o suprassumo e nem a merda do ano, o trabalho do Diniz é aceitável e neste momento pode disparar a frente na liderança, entretanto não poder falhar das falhas naturais que vão surgir, dos erros que vão voltar a acontecer se alguém se machucar ou ter um surto de Covid, endeusar ou hatear demais é perder a mão, vira fã e agir como advogado do diabo. 

                   A discussão se alonga com o patriotismo fora de hora de como se discute o papel fundamental da chegada de gringos de alto nível para melhorar os nossos treinadores por concorrência, é muito prático ficar em cima do muro enquanto não tem quem te desloque da zona de conforto. Nem todo gringo é bom, nem todo veterano Brasileiro é ruim, o meio disso é a realidade, os processos táticos nacionais começam a ficar para trás, perdemos a capacidade de atacar ao perder o desenvolvimento mundial da defesa, a necessidade de saber quebrar linhas é a soma de técnicas de passe, velocidade e colocação, não é mais o motivador que leva ao titulo, é a inteligência de usar suas peças para romper o time adversário, se vence na bola e um pouco de sorte. 

              O elemento da paixão é o que dá tanta grana em publicidade, audiência e público no estádio, admito que não da para separar o joio do trigo, tem uma pitada pessoal em cada analise e comentário por ai, entretanto tá com logo de emissora de esportes, trabalhar na TV e nas redes sociais demanda um pouco de bom senso, afinal não tem regra para entender de futebol mas, tem limite do que é razoável mesmo que dentro da sua visão seja correto, esta longe de ser matemática e sim, uma matéria de humanas. 

                   Os bons nomes do jornalismo nacional são aqueles que não caem no personagem clubístico ou no papel do que discorda de tudo, quem estudou e se formou tem que ter uma mente, personalidade mais forte em parar de achismo e se basear numa analise mais fria e mais quente, caso a caso, o tal profissional do futebol é diferenciado. Exemplos rápidos de gente em destaque - Bruno Formiga, VSR, Bruno Prado, Velloso, PVC; Alguns outros que tem um aspecto de clubismo introjetado - Mauro Cezar, Chico Lang, Neto, Edilson, Vampeta, Mano, Marcão; O que de fato muda o jogo é quando para além do populismo, tem uma noção da realidade que não é homogênea, tem diversos tons que você pode ressaltar num comentário público. 

                A questão é que depois de tudo que vem ocorrendo na crise nacional, a CBF sem crédito, clubes falindo e torcidas organizadas com poder de conselheiro, a resposta tem que vir por quem usa rede social, canal do youtube e na TV, colocar as pautas nos lugares delas: a queda da importância da violência e de protestos de torcida vão cessar como isso for ignorado; quando a imprensa parar de colocar e tirar jogadores e treinadores de clubes; o processo ter mais valor do que a manchete, prezar menos pelo imediatismo; Parar de enterrar carreiras antes delas mesmas fazerem isso, ninguém se aposenta porque disseram que ele não pode dar mais ao futebol. 

              Talvez, seja a hora de encarar os problemas e fazer o simples, narrar o fato e colocar a magia para quando ela existir, o nível do futebol tá baixo e as pessoas tão fugindo, o que tem chamado atenção é ataque pessoal e violência dentro e fora de campo, não é o fato de ter menos talento em campo, é que o show tem ficado pior e os reflexos disso é que se tem apelado em busca de conexão com o público, transformando em um programa muito passional e uma analise parcial de temas repetidos e seletivos. 

                  É isso, pessoal
                  Até a próxima 



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