FHM #161: Todo time tem um prazo de validade

     Olá pessoal 

   O tema de hoje é acima de qualquer clube, os times mais vencedores tem sempre o momento da ruptura e que precisa mudar tudo para um novo elenco que tende a ser menos vitorioso, como a gangorra de forças que faz o futebol brasileiro competitivo como se deve ser, o mesmo clube esta brigando por títulos e cinco anos depois sendo coadjuvante e lutando para ficar na primeira divisão. Os dois maiores do momento estão exatamente nessa fase com o Flamengo tentando extrair resultados consistente de um elenco que dá sinais de oscilação e o Palmeiras que troca veterano por garotos, além disso o Corinthians vê o seu modelo familiar de elenco não sustenta mais o sucesso em campo. 

    Os ciclos do futebol são assim, a montagem nem sempre é bem vista, porém depois que dá certo se vê o valor na contratação daquele jogador operário que soma ao veterano talentoso, o garoto da base e o craque do time que no final forma aquele grupo de 28- 35 atletas que farão parte do esquadrão vitorioso. Depois disso, os jogadores valorizados vão embora, outros são dispensados e chega a hora triste de percebe que acabou o tempo desse time funcionar, a soma de comando técnico e o aspecto motivacional param de achar solução e acabou a festa. Vamos a exemplos como o Cruzeiro de 2013-14, o tricolor paulista tricampeão Brasileiro 2006-08, Corinthians de 2009-17 e Santos 2009-13. 

     O fenômeno Abel Ferreira é impressionante como um todo, na tendência reversa de outros grandes que mantém um grande elenco e trocam de comandante, o fato é que a transformação do elenco é a grande marca do treinador que tem sido um rolo compressor de títulos e popularidade. A questão é que parece que o tempo tá passando, mesmo que forte como sempre, o Palmeiras tem perdido dentro e fora como um fato pouco usual neste ciclo, tem sido difícil manter o mesmo nível de atuação e a sustentação na troca de peças, até o fim do contrato, talvez veremos o Verdão menos dominante e com abertura nas disputas, depende desta montagem 23-24 com Endrick e os garotos entrando na rotação. 

     O exemplo do Mengão, é a tradicional queda de rendimento de elenco que vence muito e não faz questão de renovação, as trocas de comando só expõem os problemas de relacionamento do elenco, deste ponto temos o time vencendo pelo peso do time, não necessariamente a organização do clube e projeto esportivo. Não quer dizer que é sorte, talvez o tiro no escuro vira o padrão de apostar em técnicos que possam fazer o time render e evitar pensar um estilo de jogo unificado por mais de uma temporada. 

    A velha formula, um dia falha e sobre a crise no timão que entende que não dá para viver do passado e de jogadores que retornam mais de cinco anos depois, não vão ter o mesmo rendimento, o corpo muda e sucesso em uma passagem é algo importante, mas o futebol que ele vai apresentar é incerto. A mítica do jogador de sucesso e vencedor é bastante ilusória, temos que ser mais racionais para ver se o contexto para um retorno ao clube seja uma boa escolha: Estar fisicamente bem, sendo produtivo e a custo beneficio razoável. 

    Como uma verdade e talvez um paradoxo, temos grandes elencos que falham sem brilho e estes times bem montados que ganham tudo, destinados ao fim de ciclo que os mesmos jogadores que tinham uma sinergia, sofrem derrotas homéricas e mostram que o clube precisa de renovação. 

    É isso, pessoal

   Até a próxima 


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