De Olho neles - Especial Rio : Intervenção Federal(e militar)
Olá pessoal
Neste sábado, vamos reviver uma coluna antiga e de algum sucesso que é o De olho neles, em especial pela anuncio das medidas governamentais sobre a crise do Estado do Rio de Janeiro. A intervenção é criticável dentro do histórico recente, o uso das forças militares e ainda por cima, um interventor parecem a um segundo olhar sobre a questão como uma cartada de popularidade e de enxugar o gelo sobre o poder que o governo não tem sobre a favela, seja Estadual ou Federal.
O (Des)governo Temer que foi derrotado na questão da reforma da previdência e agora aposta numa pauta de segurança pública para apagar a situação; eleitoralmente, carta fora do baralho tenta ser melhor visto pela população, afinal quase sem aprovação e deixar o Planalto com um prejuízo político menor. Mesmo sendo a crise financeira e social do RJ, algo trágico que é um exemplo das más administrações que levaram um Estado rico da federação a não conseguir pagar seus servidores e também não conter a sempre tensa relação com a violência que desce dos morros : tráfico e milícias, os atores sociais que conquistaram as áreas abandonadas pelo poder público. Qual o partido que sempre esteve no poder ou perto dele, o PMDB que tem bons anos a frente da cidade e que sempre foi ligado a corrupção como mostra o histórico de Governadores e até prefeituras, o caos de hoje é uma colheita maldita de uma política ruim.
Outro aspectos é a intenção do Exercito ou de Temer com a decisão de colocar tanto poder na mão de um interventor, traços de ditadura e política de extrema vem a minha mente pois o que acontecerá no Rio é só um preludio para uma ação maior. Um projeto político que vem na agenda neoliberal, tem certas garantias de estabilidade e seria o laboratório do uso da força da militar, trato definitivo com a direita é uma teoria válida sobre o momento de frágil democracia, outra é o exercito querendo ganhar poder em aceitar lutar uma guerra que sabe que vai perder, a partir do momento que ele sai, entram os mesmos problemas de sempre.
Entrando no mérito se vai ser bom ou não,a essa intervenção proposta , a respostas tem pontos de vistas como o do morador que é ruim, para a sociedade carioca é bom, pro Governo e Prefeitura é um desafogo, na minha opinião é complicado. Não devemos enxergar tudo como preto no branco, pois a questão é ampla, o morador sofre com o tráfico,milícia ou exercito, perde sua liberdade e é massacrada do mesmo jeito pelo Estado, a sociedade vai comemorar e apoiar pela tendência fascista e militarista que existe no geral, além de sentir protegido pois não são eles que vão sofrer e o Poder público fica preocupado em fazer política livre do fardo da guerra as drogas. O que vejo é só mais uma ação temporária que não vai resolver e serve como um holofote numa ação governamental brusca para "acabar" com um problema antigo nos morros e favelas.
Colocando em perspectiva, a existência da intervenção é um elemento que vai estar na mídia e tendo muitas polêmicas como já foi o discurso sobre comissão da verdade do General Villas Boas, a reiteração dos políticos em suas necessidade e as reações sobre a possível excessos. Ser a favor ou contra é uma balança de ideais que vão ocupar as discussões enquanto o povo mais pobre sofre com mais um clima de guerra como foi a instalação da UPP, os gastos sociais vão ficando para trás do gasto militar e daqui uns anos teremos outros crise de segurança e mais uma invasão a favela.
É isso, pessoal
Até a próxima


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Grato , blog 2 cabeças viajantes