FHM #90 : Treinadores no Brasil, uma contradição

         
          Olá pessoal 

          O tema de hoje continua a focar nos comandantes das equipes, a situação do técnico de futebol no Brasil é o contraste que tem sobre profissionalismo e amadorismo dentro da nossa realidade esportiva. A  média de tempo de um treinador é muito mais curta que um jogador, pagam o pato pelo eterno improviso que as diretorias dos clubes fazem e que demitem mais de um treinador por temporada, trabalhando sem projeto a longo prazo.

          O problema que esta a beira do campo, como a rotação extremamente rápida deste profissionais que não tem estrutura para trabalhar ou um grupo que o respeite,  o jogador tem muito privilégio e até uma segurança de contrato muito clara e ao contrário do comandante que fica sempre com a corda no pescoço até pela instabilidade de presidentes egocêntricos e que jogam toda a pressão das derrotas e fracassos para o técnico. Formação e estilo de jogo são pessoais, sempre haverá os modelos que funcionarão, os revolucionários e aqueles que salvam uma temporada,  a escolha deve ser crucial pois a incompatibilidade de treinador e grupo é claramente sinal que vai dar errado, as vezes a culpa é de quem contrata sem analisar a carreira do cara e menos do sujeito demitido meses depois. 

        A profissionalização da carreira de treinador, o estudo e a estabilidade tem sido uma barreira para a boa relação entre os clubes e a categoria, a contradição construída até aqui é como o treinador passa por amador sendo julgado por um cartola que geralmente não tem formação ou é de um assunto fora do esporte.A briga de poder entre trabalho que precisa de tempo e presidentes e dirigentes que são imediatistas que precisam de resultados para torcida, é o ponto que sabemos quem perde e fica marginalizado, não existe formula mágica para o time vencer sempre. 

      A parcela de culpa de treinadores existe, naturalmente trabalho dão certo e errado por muitos motivos diferentes, a questão é como a distribuição da culpabilidade se faz como se a carga maior fosse sempre de quem esta ao lado dos jogadores, se eles não cumprem as ordens e jogam mal continuam no clube, pensar no caso de clubes que quase quebrados não tem estruturas e a responsabilidade é do treinador que tira leite de pedra. 

      Precisamos entender que a função de treinar um time, faze-lo jogar, ter conhecimento tático exige mais de um profissional e que tenha formação, seja respeitado no seu trabalho pois ninguém merece a profissão de risco que é ser treinador no Brasil, é o tempo medido em jogos, não meses ou anos. Não se cumpre contratos, fica fácil mandar o cara embora por qualquer situação até quando o time tá bem ou por uma ou duas derrotas em jogos difíceis. 

    É isso, pessoal 
    Até a próxima 


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