Cultura Pop #51 : Influência digital e a formação de opinião Pt 1

              

             Olá pessoal 
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        O cultura Pop este ano fica dividido em 2 edições por mês, seguindo o mesmo tema que será em fevereiro, os influencers e a opinião pública. A questão retrata o poder da internet como olho observador ou julgador, como o papel de quem tem muitos seguidores para construir a mentalidade dos mais jovens que constroem seu ponto de vista pelo que leem e deixam de ler em redes sociais. 

           Para começar a falar, temos que ressaltar as novas profissões da internet como é o Influencer ou influenciador, Criador de conteúdo(vulgo youtuber, Viner, Instagrammer e etc), Editor de vídeos especializado para internet, marketeiros e publicitários que trabalham só com os publis de plataforma online. O universo virtual tem suas próprias características e afeta de forma mais direta o seu público, a interatividade com o tom mais natural faz com que até a publicidade se flexibilize e assim temos que ser o dono de um canal, perfil ou página muito popular tem uma responsabilidade frente a um grupo de idades variadas com poder de influencia sobre escolhas de produtos ou posições sociais como preconceitos, polêmicas, tabus e etc. 

          A colocação de trincheiras a esquerda ou a direita no processo de polarização que aconteceu no Brasil só representa uma fatia muito pequena do que é a demarcação de espaços dentro da internet. No mundo inteiro, o posicionamento de pessoas que se tornam notórias por defender uma causa, políticas públicas e cria até movimentos como o #bodypositive #metoo #OscarSoWhite #segundasemcarne e outros, tudo isso reflete o poder que o discurso pode alcançar colocando anônimos para famosos, perfis que se espera algo como foi o voz da comunidade na invasão das favelas do rio na época da ocupação das favelas, Malala na sua defesa da educação. 

       A correlação entre se posicionar e o trabalho de criadores passam pela postura que eles transmitem como o progressismo, conservadorismo, oportunismo social por likes (Pink Money), extremismo e outros. Para exemplificar, temos os perfis ativos de Felipe Neto,PC Siqueira e Felipe Castanhari num fronte mais a esquerda/progressista, perfis mais centrais como o Antero Greco, Bruno Formiga e Xico sá com críticas moderadas tanto quanto perfis do MBL e de humoristas como Danilo Gentili representam uma posição a direita/conservadora. 

       A responsabilidade de formar uma opinião sobre a convivência social/política não é uma obrigatoriedade de quem trabalha com entretenimento, entretanto uma certa preocupação social faz parte do contexto que mesmo o youtuber, twitteiro, instagrammer tem uma posição que pode ou não agradar quem o segue. A linha tênue entre o que te mantém comercial e longe das polêmicas e a própria opinião frente o seu pais, crises internacionais e a política em curso, disso trataremos no próximo texto.

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      É isso, pessoal 
      Até a próxima 

   

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