CulturaPop em analise #46: Remake, a constante renovação do entretenimento
Olá pessoal
O tema de agosto é o cinema, a onda de remakes tem chamado atenção pelo velho debate da criatividade de Hollywood. A técnica de atualizar produções que ficaram datadas ou não, serve para aquecer com um produto já conhecido sem ter a dificuldade de construir uma sequência para uma obra que não foi bem nas bilheterias, recontar uma história com novos elementos é necessário a indústria.
A lista de estreias de 2019 teve nomes conhecidos retornando as telonas, as escolhas por sucessos trazidos por nostalgias ou atualização tem sido utilizado como a forma de cativar mais o público que vai ao cinema, a faixa dos jovens adultos (25- 40 anos) tem uma necessidade de ver esses filmes que remetem ao passado como uma forma de representatividade. Remake ou reimaginação tem a ver com a capacidade de rever o modo como fazer um clássico, tem uns que funcionam e outros ficam abaixo do original ou versão mais recente.
Isso não é novo, a cada 10,20 anos desde o estabelecimento da indústria cinematográfica temos que a ideia de repetir um sucesso como Estranho no ninho, Nasce uma estrelas, contos de fadas que passaram de animação a live action, filmes de heróis e outros. As novas visões tem motivações e portes diferentes como uma ampliação de algo simples, uma superprodução de uma história feita originalmente com orçamento pequeno, uma guinada a sobriedade ou colorido, a atualização com tecnologia melhor que permite mais visualização do conceito e etc.
Isso é uma discussão atemporal se o cinema tem investido pouco em novidades ou se o mercado de nostalgia rende mais dinheiro por movimentar fãn bases mais velhas e com maior poder de consumo. O que não falam é que temos dificuldade de emplacar um novo sucesso de franquia como esperamos que seja, para surgir um Harry Potter tivemos que ter mais de 10 adaptações de universos literários até que um fizesse a grana e a popularidade que o "campeão" chega, investir tantos milhões nestas produções sem retorno é o que desestimula a inserção de apenas produtos novos sem a certeza que remakes e reimaginações trazem aos estúdios por fazer um produto já famoso.
No próximo texto, vamos ver exemplos de sucessos e fracassos deste gênero, o mercado tem uma taxa equilibrada de apostas que vão bem e outras que conseguem afundar a imagem de series e franquias. O certo é que todos os estúdios procuram ter essas zonas de conforto para por seu capital enquanto escolhem roteiros novos para tentar fazer dar certo em todos os mercados.
É isso, pessoal
Até a próxima



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Grato , blog 2 cabeças viajantes