Crônica da semana: a insustentável leveza de ser (moderno)



                               Olá pessoal 

                     O tema de hoje reflete uma geração, a confusão transicional do mundo analógico para o digital, nisto criou-se no limbo entre ser "atrasado" e moderno com todo entendimento tecnológico até nas relações, apresentou um conceito de jovem que não aguenta o ritmo de evolução do mundo. A falta de habilidade de se adaptar ao super rápido, hype e complexo cenário que afeta a vida de todo mundo seja da Geração Z e do Milleniuns.

                          A modernidade como conhecemos hoje, o estilo de vida cheio de tecnologia e mudanças na forma de viver dentro das metrópoles. A pressão por se adaptar e padronizar as ações que a maioria aceita como normal, ser antenado com o uso de celular, computador(email, skype, vídeos) e de ser guiado por tendências atuais. Sobreviver ao caos que isso gera na mente, a pressa e o controle constante da vida no seu bolso é o mais cansativo de nunca poder desligar como uma maquina em vez de ser humano. 

                        O modo como estamos criando os jovens deprimidos ou sobrecarregados desde o início, a responsabilidade de atender as expectativas presenciais, online e o misto disso resultam em uma carga de uma leveza que é teórica, ter acesso a facilidade é muita opção para quem devia ter mais uma direção tranquila no começo da vida adulta. A saúde mental virou questão no momento atual, a necessidade de medicação ou terapia cada vez mais jovem é um fato revelador da forma insustentável de levar as coisas que a combinação de clima de fim do mundo junto as relações virtuais tem construido nessa geração. 

                     Ainda temos o meio termo que é o pessoal da transição, estar ligado ao passado como as maravilhas da vida sem internet e ao mesmo tempo entender o processo que anda ocorrendo no mundo. Meu desabafo de apenas sentir velho ou obsoleto por estar entre duas coisas que não vão se tocar historicamente, ser um jovem adulto que não tem a facilidade de lidar com a comunicação de hoje por mensagens online e por aplicativos que eu não vou baixar, na contradição de ser formado em Hardware e entender de sistemas operacionais que são base de qualquer tecnologia. 

                    Como o título parodiado no nome deste livro, o clássico do Milan Kundera de 1984, estamos no limiar de uma questão importante como a sobrevivência no contexto "moderno" de produzir a vida com o sacrifício da sanidade por muitos números e representar uma perfeição que nunca foi cobrada na historia das sociedades. Tudo ocorre muito rápido, muita informação e uma visão distorcida da realidade seja no cotidiano ou na internet, o combo para criar uma imagem de uma geração leve e com potencial de cuidar do mundo que no entanto, mal consegue sair de casa e ter uma relação saudável com o próprio corpo e mente. 

                          O modelo hipster de novas práticas, o estilo de vida Vila Madalena com comidas mais leves e todos os discursos adequados a modernidade, são os pontos onde temos o ponto mais absurdo da massificação e o senso de salvar o planeta como uma proposta nova. Entretanto a aparência não serve para uma mudança real, muitos dos jovens defensores do planeta vão até os perfis de internet e param por lá, as ações reais e o combate dos problemas do meio ambiente ficam mais no discurso. 

                           É isso, pessoal 
                          Até a próxima 

Comentários

confira :

Bob Marley o Pensador !

Histórias pra contar #5 : Capitulo 5 - Destino