Samurai Miyoshi #56: O equilíbrio da solidão



                             Olá pessoal 

                     O tema de hoje é falar sobre como lidar com o fato do isolamento social e a solidão de apartamentos, casas que envolve a situação de estar afastado de quem gostamos e do natural convívio das pessoas. A crise exige um pouco do equilíbrio entre coração e razão para que esta balança não caia e torne a quarentena insuportável dentro do lugar que nos encontramos. 


Samurai Miyoshi


       Olá, caros visitantes 

       A nossa reflexão é sobre o estado de trancamento, o modo como pessoas não sabem lidar com a solitária rotina dos dias, a mudança forçada de um recuo da sociedade em busca de proteção contra um elemento invisível é algo que pega o psicológico das pessoas mais preparadas para crise. 

        A nossa noção de tempo e cotidiano se referenciam no externo e isso se altera muito com a limitação de espaço que estamos colocados no mundo agora. A capacidade de projeção de privacidade e coletivo numa casa que por vezes é pequena ou poucos cômodos para muitas pessoas se torna uma questão para todos, o mínimo que precisamos para ficar bem e conseguir reproduzir o necessário da rotina na escola/faculdade/trabalho estando no seu lar com a sua família e agregados.

        O ponto principal é entender como vai funcionar uma dinâmica de horários e necessidades sem perder o respeito aos outros. A tecnologia é ótima porém a quantidade pode ser limitada: uma ou duas TV's, um smartphone não dá conta de uma família, 1 computador não dá conta de home office, escola EAD e Faculdade via online. Este acordo coletivo como a dificuldade de diálogo refletem muito na situação complexa que as pessoas podem estar passando e indivíduos que não lidem bem com a aplicação de um isolamento junto a obrigação de estudo e trabalho. 

        O sujeito nesta situação tem o problema de saber lidar com o aspecto contrário, estando cercado e convivendo com pessoas que lidamos no modus operante do Oi/tchau. Ser introvertido ou ter ansiedade engatilhada com público faz com que seja penoso, o mínimo esforço de encarar pessoas sem chance de sair é pesado, causa travamento de atividades e até a necessidade de auto exílio dentro de casa para respirar fundo. 

         Deste ponto, percebemos que existe uma linha tênue em que flutua a mente para a fase de estar só para o seu bem e a exclusão de quem gostamos de estar por perto. A quarentena nos força para as beiradas e apenas nós mesmo podemos impedir de cair na claustrofobia ou ficar preso numa visceral solidão, o aspecto de sabedoria é ter tato para o que é aceitável e o que excede o limite da sanidade. 

         O melhor caminho é calma, o cenário que se desenha é caótico ,mas isso não deve ser o sentimento que guie o momento. O medo da solidão ou do espaço muito apertado é o que pode deixar as pessoas cegas, a moderação ou a busca por ajuda é uma solução para períodos tristes como esse. Use a sua natureza te guiar para o lado mais necessitado: Veja pessoas a distância se sentir saudade, feche as portas e medite se estiver stressado, não se sinta pressionado a estar feliz ou produtivo cercado de tantas pessoas. 

         Até mais tarde, caro visitante. 

               dia 4/4 - Ano do Rato 

 
                    三好 互

   

Comentários

confira :

Bob Marley o Pensador !

Histórias pra contar #5 : Capitulo 5 - Destino