FHM #136: Precaução vs pressa
Olá pessoal
O tema de hoje é a crise que vai além da pandemia, o medo que a paralisação do futebol trouxe para os cartolas e empresários que ficam entre a cruz e a espada: A pressa em parar de ter um prejuízo ou respeitar que a segurança da sociedade anda em risco. O embate em meios administrativos tem entrado nos telejornais e na expectativa dos torcedores sobre o retorno as quatro linhas.
Dois lados se apresentam pela mídia sobre este novo momento do planeta, o esporte da boleirada tem um impasse e uma incerteza de como fazer girar a roda do entretenimento esportivo na TV para que todos os contratos se cumpram e as finanças gerais parem de sangrar com a inatividade por motivo de pandemia. Todos os fãs e os jornalistas entendem a situação caótica que se alimenta com o futebol daqui parado a dois meses e a pressão que vem de todos os lados aos ouvidos dos dirigentes e jogadores, a situação é tônica do debate que envolve posicionamentos e respostas que envolvem política, esporte e saúde.
O lado da precaução tende a noção de problemas da saúde pública, a volta das atividades é o indicativo da normalidade que o Brasil não atingiu mesmo que o governo e outros neo liberais digam sobre o fim da quarentena. Estamos no início do processo e a evolução da doença tem mostrado que não estamos prontos em estruturas para lidar com a responsabilidade de um futuro retrocesso por causar mais casos de infecção dentro da prática do futebol nos CT's e estádios que estarão vazios por alguns meses, o temor é prejudicar na classe alta do esporte a sequência como a saúde coletiva de atletas.
O lado da pressa temos a busca do setor de patrocinadores e das confederações locais que tem a necessidade de terminar seus campeonatos, a agenda esta ficando cada vez mais apertada para conseguir fechar a temporada 2020 ainda neste ano com as adaptações necessárias. O mundo da bola depende da movimentação financeira que quase nunca param pois tirando o futebol europeu e rico da Ásia temos dificuldades de grana em todos os clubes sendo grandes e pequenos para se manter numa situação que o endividamento acontece naturalmente e regras como Fairplay chegam aos poucos. A urgência em estar ganhando faz com que muito tentam atropelar o tratamento da pandemia, mesmo com portões fechadas e pequenas condições de volta, ainda é prematuro com mais riscos as pessoas do que o necessário, é o dinheiro falando.
Não existem vilões nesse embate, os pontos de vistas existem e são necessários nessa discussão para adaptar tudo a este período (até o fim de 2021) que abrange controle da doença ao redor do globo envolvendo os hábitos de proteção como medição de temperatura, máscaras e álcool em gel sendo constante até a vacina. A vida quer retornar ao normal na primeira queda brusca neste século após as guerras do meio do século 20, os torcedores e os jogadores estão loucos para a volta da prática esportiva mesmo com as limitações do próximo ano. Eu também quero o final dos estaduais e do campeonato brasileiro na integra, o preço disso é esperar uma condição sanitária e esportiva para que ninguém fique doente e prejudicado com esse retorno.
A discussão vai longe e a pretensão do texto foi apresentar os lados da questão que perpassa Corona vírus e tratamento definitivo, a bola vai voltar a rolar em todos os esportes até lá e as competições vão retornar, os primeiros passos que são importantes nessa projeção. A crise é algo que nunca foi experimentada e toma em proporção um papel muito primordial de como a esfera esportiva lida com os problemas que podem se desencadear no mundo de hoje.
É isso, pessoal
Até a próxima



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Grato , blog 2 cabeças viajantes