Quinta do youtube #144:Youtuber e ativista



                                         Olá pessoal

                               O tema de hoje é falar sobre a duplicidade de função que o youtube permite ao nicho de criadores que são formadores de opinião para bem ou mal, a escolha por querer criar comunidades e pontos de apoio a seus pares nos grupos sociais. O lado mais ativista convive com a necessidade de números dentro da plataforma para se manter relevante até hoje, ninguém consegue ser herói em tempos de crise.

                               O estalo de defender uma questão por identificação, convencimento ou conhecimento serve como o combustível de muita gente começar a falar e reunir pessoas através do tema como são os canais LGBTQ+, movimento negro, educacionais e gamers. A função de falar por alguém ou ser responsável pelo debate torna o peso das palavras passarem numa lupa que a internet mira para quem tem coragem, erros e acertos são amplificados por quem os faz como para analisa e por isso podemos chamar esses nichos de "campos minados" que te elevam a relevância ou te detonam de vez.

                                A maioria foge do termo militante, reduz publicidade ou te coloca num canto das marcas que se dizem "progressistas", e ressaltando que é mais predileção do que marketing a maioria dos canais que se dispõem ao processo. O problema de rótulos é que o público vira uma sinfonia de uma nota só em alguns casos, por exemplo: Youtuber negros com a questão racial podem colocar um impedimento para falar de outros assuntos se o conceito atravessar área problemática do racismo e isso gerar indignação do próprios inscritos. A famosa passada de pano, dilemas atuais que beiram o entretenimento e a analise socioeconômica como as marcas "amigas" e o passado de um setor de mídia que representou outros ideais.

                                A dupla vida tem seus méritos de visão e estudo, qualquer causa tem muitos livros e biografias que valorizam um trajeto de militância aonde se torna mais consciente e claro nas leituras sobre os problemas do mundo. Em tempos de memória de George Floyd, vozes ecoam na internet sobre o papel da revolta e da dor de uma inteira geração que teve vitórias mas ainda sofrem com os mesmos preconceitos da estrutura do Estado e da violência intermitente. Aqueles que lutam e aprender honram um processo que as comunidades que evoluem década a década.

                                O equilíbrio entre a postura de luta e a capacidade de entreter, uma não anula a outra com o impacto de ser versátil em um mundo que prega a comunicação o tempo inteiro seja por Stories no instagram, vídeos no youtube e produção jornalística independente. Tomar a frente de pontos chave sobre minorias, pautas importantes e sexualidade numa sociedade que regressa tanto como no nosso país é um salto que não tem volta e mostrar que você vai além do discurso social de resistência,   provar que ainda consegue ser uma pessoa que faz rir e conversa sobre outros tema com  a mesma facilidade que vai ao chão da rua defender o oprimido em tempos de crise.

                                  O mundo anda polarizado ao extremo, tornando a missão de quem entende seu papel social mais complexo de praticar, é mais divertido e seguro falar de cultura pop, entretanto tudo que tocamos tem um lastro de política e luta social seja o direito de ir e vir como também a vida. O ponto é que o expediente é puxado para quem tem uma causa para abraçar, um mundo para mudar e fugir da raia é difícil, podemos produzir conteúdo de cotidiano, divertido e ter um lado que vai bater de frente a toda loucura que sai nos jornais e TV's.

                                   É isso, pessoal
                                  Até a próxima


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