FHM #147: A bagunça impede a glória
Olá pessoal
O tema de hoje é a crise continua que se alterna entre clubes da Serie A,B,C,D e regionais, basta apenas meses de uma gestão ruim e décadas de sucesso viram passado. Basta escolher um escudo, um estado e você encontra algum time entrando na zona administrativa, com falta de grana ou elenco que pode levar ao rebaixamento ou ano bem frustrante.
A dinâmica geral é que não se pede especialização em futebol para poder comandar uma agremiação esportiva, diversos presidentes, vices e diretores. Alguns nomes tem uma escolaridade baixa mas, paixão pelo clube que por vezes resulta em mais dívidas do que títulos, e para piorar, temos os profissionais que não sabem agir com firmeza ou racionalidade, casos de N diretores de futebol gastões que fazem baciadas sem pensar na qualidade, isso em tempos de Scout e dados online para avaliar jogadores do mundo inteiro. Isso é o cenário primário, o erro mais básico do esporte bretão, ferrar o balanço econômico em busca de resultado.
Outro foco é a disputa interna de poder, pessoas que brigam e desestabilizam um ano importante por um mandato, problemas que se resolveriam se os cartolas resolvessem diferenças no dialogo e não na guerra fria. Consequências disso são venda de jogadores por sabotagem, insegurança de técnicos e jogadores que perdem espaço por briga com dirigentes, quebra de autoridade públicas e a mais grave que é a transferência de responsabilidade que afeta a rivalidade e não traz benefícios a saúde política do clube. O segundo cenário é que grupos rivais fazem mal ao próprio clube para sabotar o desafeto, passando dividas enormes e jogadores bombas como presentes de grego.
A visão sobre uma diretoria é que ela faça o melhor para aquele momento, diversas apostas são bem vindas e depois reavaliadas como arriscadas demais, assim temos um dilema para além do esportivo. O quanto temos que ser racionais com a estrutura e ser parciais com a vontade da torcida, pressão equilibradas com boas ações que encham cofres e ganhem títulos, uma busca por equilíbrio raro de um profissional do futebol, sem perspectivas de funcionar para sempre, afinal o dinheiro leva ou a sorte um dia acaba.
O recado final desse texto é que para vencer dentro do campo, existem fatores muito maiores do que talento e malandragem, direção firme e bom momento ditam escolhas acertadas que fazem o sucesso não seja de uma temporada, e sim de uma década. Nada é para sempre se tratando de troca de poder e de futebol, uma simples mudança acaba com o legado de sucesso, enfim que sempre perde é a torcida e o próprio clube, cartola tem mais ego que juízo levando o time que ganha a secas viscerais de décadas. A bagunça impede a glória de acontecer, o time mais talentoso vai perder se os bastidores forem tão ruins quanto se possa imaginar.



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Grato , blog 2 cabeças viajantes