Resenhas 2 Cabeças: The Flash (2023) - Um olhar sobre o fracasso.
Olá pessoal
A volta às resenhas com o último lançamento da DC, a crise do estúdio em transição trouxe ao mundo um filme que poderia ser mais e claro,um sucesso de bilheteria que não foi. The Flash que é a aposta do multiverso do lado da Warner que adapta o Flashpoint, um arco muito importante na história dos quadrinhos do maior velocista da Liga da Justiça e que atravessa a linha do tempo, toda a nostalgia e carisma do Flash não seguraram a onda de fazer uma boa bilheteria em meio a um marketing jogado e nos spoilers jogados para atrair o público.
A vantagem de fazer uma resenha fora do tempo comercial é que o resultado já esta colocado na mídia e de fato, flopou a bilheteria do filme, nada mais esperado com o protagonista impedido de fazer a divulgação, o marketing se baseando em revelações de participações especiais e parte da trama. Tirando o elefante branco da sala, a imagem que fica é que o produto final é ruim, de que adianto é uma mentira, entretanto dar uma chance para The Flash é necessário entender que é um filme de herói com muita nostalgia e bom humor, baixar a expectativa para poder relaxar e aproveitar o longa nos streaming.
O primeiro ponto é que tenho desconstruir é o fracasso comercial não indica qualidade, apenas mostra que o público dos filmes da DC esta cansado da confusão, sendo um nerdola e fã dos personagens da DC tem suas qualidade técnicas como um filme colorido, dinâmico em boa parte do filme e suportado em boas atuações de Ezra Miller e coadjuvantes como o Michael Keaton e Sasha Calle. O modo como você enxerga a leveza e o drama que flutuam entre os terços do filmes, divisão em 3 partes comum em roteiro, este longa metragem tem um espírito familiar que te abraça, não é uma história de alguém tomando o espaço do protagonista, e sim, girando em cima da corrida para salvar a todos como um bom herói que age de todo o coração, em uma jornada pessoal.
O segundo ponto que é inevitável como um ponto fixo no tempo é que o CGI, computação gráfica, é problema dos atuais filmes que tem muita demanda e que ficam "borrachudos" como consequência dessas empresas não terem o poder de dar conta deste trabalhos, assim discutir que neste aspecto técnico do filme é repetir que ficou estranho e isso não deve tirar da trama, no máximo dar uma risada da tosqueira.
Vamos falar das boas qualidades, ser divertido e te prender por mais de duas horas é como o ponto que mostra que longe da briga de bastidores, o diretor Andy Muschietti conseguiu colocar uma combinação de cores na tela, trama envolvente com o tema do viajante do tempo e saber que tem um bom ator no protagonismo seja aproveitar o melhor dos elementos que se tinha a mão. A experiência de cinema não se perde, a noção que é um filme que se jogado sem saber do que se trata, no mínimo será uma boa experiência de se ver e compartilhar com alguém, como foi o meu caso.
A nostalgia agradece a The Flash, o longa sabe construir algumas boas participações como os coadjuvantes já citados e algumas feitas no questionável CGI, a ação do cotidiano do que seria um mundo que a Liga da Justiça aparece para salvar o dia como um fato recorrente. Eu fiquei satisfeito com um pouco que eu vi, sinto que a falta de outros Flashs como o Grant Gustin, Jonh Wesley Shipp e outras versões que poderia ser encaixas na corrida através do multiverso reduz o potencial que tinha a existência de uma adaptação do Flashpoint.
Uma história do Flash é o que mais gosto do que eu pude ver na tela grande, diferente dos outras visões que tiveram a DC, saber reduzir para ganhar a atenção do público que tem essa trama como um episódio único que tem os altos e baixos, humaniza Barry Allen e Brilha como os Flashs usando os poderes, somando a coisa de espírito de equipe com o Batman e Supergirl.
A emoção é uma das coisas legais de Barry Allen desde o fato de ser a amizade dos heróis humanos da Liga das Justiça com o Bruce, circulando dentro da questão da insatisfação pessoal do protagonista e de uma longa jornada para entender a família como algo mais importante. O conceito desta relação com que se foi e com aqueles que ainda estão conosco, a cena com a mãe do Barry demonstra como o alto da emotividade, o jogo de palavras "i love you, i love you more, i love first" que no final vira essa imagem que eu vou colocar abaixo:
A questão é que fracassou, tentando acertar no meio de um mundo acabando como na trama, como ser um sucesso se o DCEU já esta condenado e que as pessoas esperam em 2025 com um novo Superman de James Gunn. Podemos fazer o exercício de esquecer todo esse pesadelo, The Flash é uma ideia muito boa, executado no limite do que poderia ser bom sobre a influência de decisões que mudaram muito o rumo do filme, uma corrida colorida e divertida que esteve fora da sua linha do tempo ideal, mas como diz Bruce Wayne: tem coisas que a gente não pode mudar, Barry.
É isso, pessoal
Até a próxima resenha.




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Grato , blog 2 cabeças viajantes