Mini crônicas sobre a greve na USP #2

 


  Olá pessoal, mais uma leva de textos curtos sobre os dias que se passaram na greve geral da USP que vai se tornando a greve da educação pública em SP. 

Na chuva e na luta...

A parte mais dura de se lutar uma briga invisível é o esforço que ninguém reconhece,  numa quinta feira embaixo de chuva, marcar mais um ato em defesa da universidade.

Sem notinha de jornal, sem uma câmera de TV e o verdadeiro impacto é silencioso.

Na Chuva e sem caixa de som...

O ponto mais notável de um ato que o som é feito por uma caixa de som transportada no meio da chuva e que dá curto pelo começo da torrencial que acompanhou da saída do MASP ao final na Praça Roosevelt.

Foi no gogó e na base da vontade de gritar enquanto começava a cair o mundo na cabeça.

Sobre a Briga invisível...

 Lutar contra a reitoria, a mídia paulista e o distanciamento das pessoas da universidade é como esta sensação de gritar sem um megafone, cada manchete é um respiro de visibilidade.

Foi um ato quase anônimo como outras minorias fazem, o movimento de moradia popular e até os povos indígenas, eles surgem e ocupam a rua.

Senta e negocia...

O maior salto de postura visto em tempos pós tucanistão, Reitor Ca(r)lote e vice Maria Arminda tiveram que sentar com estudante, começaram a negociar as reivindicações que não são poucas e nem vazias.

Não quer dizer que vai acabar a greve, tem mais agua passando embaixo dessa ponte.

O cansaço de fazer o trabalho pesado...

Três semanas de greve, o mais grave é que ninguém entende o cansaço que engloba quem fica lá o dia inteiro tanto quanto quem esta trabalhando a distância usando a cabeça.

Ninguém gostaria de se desgastar tanto, mas a palavra Luta é combustível.

Sobre piquetes e o medo de cadeiras...

A crítica do método de piquetar espaços como o símbolo de tomada da universidade tem deixado os “adultos” com medo, não importa se é a reitoria ou o professor universitário tem receio de não poder invadir a greve ou desmonta-la.

É como pensei antes da greve, um cadeiraço vale pela guarda de três alunos por porta, imagina um prédio com 5 saídas,  o sonho do pelego é uma greve onde ele pode dizer que pode ir e vir (mesmo sem aula).  

 

É isso, pessoal 

Até a próxima, ainda na greve. 


 


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