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Crônica da semana: Da cédula ao dinheiro virtual, uma realidade

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         Olá pessoal       Nos tempos da crise no Brasil, a nossa noção sobre economia e real efeitos sobre nosso consumo, salário e o mínimo para se viver tem feito muita gente sair um pouco da zona de conforto, ou seja, se atualizar para conseguir pagar as contas em dia e isso envolve mudar velhos hábitos. A velha poupança que era aquele dinheirinho que se tinha em casa se torna contas digitais e o investimento em criptomoeda.         Interessante perceber que a necessidade de ter uma cédula foi sendo substituída de forma geral, desde o transporte até pagamentos rápidos colocaram modos bem mais moderninhos como o Pix , os bilhetes de transporte e o ticket no VR . É como um caminho que não se pode evitar, vai chegar o dia de se atualizar seja porque tá ficando obsoleto ou as pessoas te cobram para ter um app , uma chave pix e outras coisas que foram feitas para ajudar mas, tem seu...

Crônica da semana: Sonhando acordado (ou perdido na realidade)

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          Olá pessoal        A parte mais difícil de ter um sonho é acordar no meio   da manhã e lembrar que isso só tá na sua cabeça, olhar para o futuro e visualizar na mente o que poderia ser. O complicado é ser o tipo de pessoa que passa muito tempo no futuro e fica meio esquecido de cumprir os passos do dia a dia, estar com a cabeça nas nuvens por hábito e perder o foco do que é importante agora.       O limbo entre estar deprimido porque a vida é diferente do passado e ansiedade de um mundo melhor que nunca chega, talvez seja o custo do jovem adulto crescer. O que dói é que depois disso quando se foca na realidade temos a resignação a “famosa” sensação de fracasso aos 20, 30 por não ter se tornado tudo que a expectativa do adolescente poderia imaginar quando crescermos, como diria a musica da Fresno : “ O que você vai ser quando crescer?/O que a gente vai fazer quando se ver, de novo?/O...

Crônica da semana: As nossas canções

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                O que nos une mais do que a própria humanidade é que temos a capacidade de gostar das mesmas coisas, a música é como um ponto comum entre pessoas de lugares e línguas distintas. A expressão “essa é a minha música” pode partir de um senhor de 60 e uma jovem de 15 se estivermos falando de um clássico atemporal, das canções ao sentimento que não muda, é disso que vamos tratar nesse texto.            A cena é a mesma, o que muda é a década que se passa, assim dá para entender que gostar de música pode ter discursos repetidos como aquele que canta de amor é corno ou apaixonado incondicional, das canções muitos populares são todas iguais, de qual a faixa A é uma resposta a faixa B, de que o compositor pensou em você para escrever aquela love song que toca na rádio. Os clichês são maravilhosos, a familiaridade que temos ao sentir a mesma emoção toda vez que a s...

crônica da semana: Um beijo e os seus efeitos

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             Olá pessoal             A definição de crônica é ter um relato sobre algo que você extrai da realidade e coloca neste lugar gostoso de mistificar, então me bateu a inspiração de falar da cena mais comum possível: um beijo seja ele de amor, amizade, rotineiro, inflamante ou despedida, desta maneira como interpretar o ato beijoqueiro entre pessoas que pode ser qualquer coisa.   Um beijo ou dois       No Rio de Janeiro quando se encontra um conhecido com intimidade, se dá dois beijos no rosto e o por que disso eu não sei, assim é como se tivesse bastante calma para parar e falar com a pessoa.        Em São Paulo, parecemos apressados e o beijo único ao lado de sua escolha, enfim sinal de intimidade ou ritual de uma roda a qual sentem necessidade de contato.    Um beijo de amor        Existem várias formas de dizer que s...

Crônica da semana: Observador do cotidiano

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            Olá pessoal         Os nossos olhos estão sempre atentos, nos perdermos em tantas paisagens e coisas que brilham mais que outras, e sempre há uma figura que passa discreta captando o que acontece a sua volta.       Observando com uma visão ampla e despreocupada, a graça da rotina é como enxergamos suas pequenas quebras, diferenciando diferentes tons de cinza em meio ao branco e preto do dia a dia: O transito, as bicicletas, a moça bonita, o cachorro na sua coleira, a grama que resiste ao tempo no atalho do gramado, assim segue o observador do cotidiano que imagina o mundo.        Seja num passeio no centro, o homem sentado no banco da praça, o desavisado passageiro na janela e outros momentos, as crônicas surgem do ato da captura como uma foto, um detalhe ou noticia que passa despercebida, tirando um texto bem humorado, irônico...

Crônica da semana: Culpar as mulheres é a ponta do iceberg.

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          Olá pessoal           Queria dizer que esta semana foi ótima, e na vida pessoal foi até boa, mas o que vou dizer é que não dá para esquecer do mundo em volta e os retrocessos que apareceram a vida das mulheres é algo impossível de ignorar. O caso do aborto da menina de 11 anos, a trágica revelação da  atriz Klara Castanho e a revogação do direito do aborto nos EUA, é sistemático que atacar suas ações ou direitos passe por um processo de construção de mentalidade de domínio, os homens tentam controlar as mulheres e isso é ruim para ambos.            Isso vai além de uma pauta emergencial, o que se trata é que o poder reprodutivo e seus conceitos de importância social, e o que se faz com elas por obrigar a sua função maternal em uma sociedade em que pudemos evoluir para o desejo de não ter filhos. A escolha é o que incomoda uma geração ...